30/10/2008

Grazie a tutti!




Quero agradecer aos nossos amigos e a nossa família que sempre esteve ao nosso lado e nos apoiaram nos momentos ruins e ficaram felizes por aqueles que tivemos contentes. Vicentão, Rose, Danilo e Vivi simplesmente obrigado! Grazie a Mia Mamma que não queria seu filho distante, mas torcia por sua felicidade e que conseguisse realizar seus sonhos. Minhas irmãs Vanessa e Michele, que não me vejo sem elas. Cunhado Sandro, brother em todas! Meu sobrinho Gabriel que amo muito.

A todos os Teixeira Ribeiro, a “grande família” que sinto falta dos barracos... sono brasiliano catzo! Amo muito tudo isso...

Aos Ritacco`s , mia nonna, Salvatore, Umile e Neso, personi bravi.

E a pessoa com a qual escolhi viver a minha vida inteira, ela que representa bons momentos, a qual não sei viver sem, e que esta sempre ao meu lado nas dificuldades e nas alegrias. Que faz parte de todo esse processo e que caminhamos juntos. Que isso seja apenas o início de tudo que pretendemos conquistar juntos, inclusive nossos baby`s que continuarão seguindo o caminho rumo aos seus sonhos... Seguiremos nossa jornada até os últimos dias de nossas vidas. Te Amo Demais Érica!

Existe uma pessoa especial, que faz muita falta e sem ela toda essa jornada seria em vão. Grazie ao meu nonno Ângelo Ritacco.

Por fim, há uma pessoa que nunca esqueço, que a saudade só aumenta e não passa... Te amo muito Pai. 


I want to be free... “”reticências!


“Esse é um momento histórico que vivemos no país”, disse Ribeiro Ritacco Marcelo em seus cinco segundos de fama em horário nobre na TV Record, em em 2002. Pois é, suas palavras eram referentes a demolição do Carandiru e nada tinham a ver com o que esse senhor viveria seis anos depois durante intensos 180 dias, quando desembarcou na Itália com sua preciosa e graciosa esposa. Espera, sorrisos, choros, saudades, ansiedade, viagens, espera, espera e espera...

Mas hoje, 30 de outubro de 2008, às 8h40, suas palavras retomaram sentido. Só que agora com ele próprio sendo o centro das atenções, falando sobre o seu momento, a era do segnore Ritacco, o mais novo italiano. “Sono diventato cittadino italiano, un schiffo in persona e parlo solo italiano. Che cosa parla in Brasile, é Espagnolo?”, pergunta ele.

É, pessoal, mal ganhou a dupla cidadania e já está assim, ai ai ai! Vou traduzir suas palavras tão simpáticas e humildes, pois estou concorrendo a um cargo de sua assessora de imprensa e quem sabe ganho a vaga e a cidadania também: “virei um cidadão italiano, um nojo em pessoa e só falo italiano. Aliás, que língua fala mesmo no Brasil, espanhol?”.

É difícil expressar o que estamos sentindo agora. Realmente difícil, mas farei uma breve passagem:

- Em 10 de janeiro de 2008 Marcelo é disponibilizado no mercado pela companhia onde trabalhava. Inicia então os contatos com pessoas em cidades italianas a fim de obter o máximo de informações sobre cidadania e realizarmos nosso sonho tão antigo de morar no exterior. Para quem não sabe, esse sonho começou na primeira vez em que namoramos, em 2000;

- Em 28 de março eu me despeço da In Press para auxiliar o amado marido nas mudanças da casa e decisões finais da viagem;

- Entre 28 de março e 20 de abril sucederam-se as despedidas com os queridos familiares e amigos. MARAVILHOSO! NOS SENTIMOS AS PESSOAS MAIS QUERIDAS DO MUNDO!

- Em 21 de abril embarcamos para a Itália, com o coração apertado. Recebemos várias surpresas de parentes e amigos no aeroporto, que nos fizeram chorar durante as 14 horas de vôo. Os passageiros no mínimo achavam que estávamos indo rumo a Bagdá (Iraque).

- Em 22 de abril chegamos na França, onde perdemos nossa escala e entramos na Itália sem ter o passaporte carimbado. Muita sorte e muito Deus, uma vez que pude permanecer por três meses a mais que o permitido na Itália e de forma legal.

- Em 31 de abril o Marcelo deu entrada na residência, primeiro passo para fazer a cidadania, mas que só foi concluída após 72 dias;

- Dia 31 de julho Marcelo dá entrada na cidadania e recebe informações de que deve aguardar. E aguardamos tanto, que todos os dias arranjávamos o que fazer: viajamos de bicicleta para uma cidade que faz divisa com a Áustria, lemos livros e conhecemos países como Espanha e Alemanha. O único problema é que a sensação de férias vai acabando e você começa a se sentir impotente durante a espera.

- Dia 1 de setembro alugamos um apartamento para morarmos sozinhos, nada melhor para um casal, apesar de termos sido muito bem recebidos pela Tata e Amarildo. Esperamos três meses para conseguir alugar o apto e quando havíamos desistido, ele bateu em nossa porta.

- Em 4 de setembro viajamos para Barcelona para a casa de amigos, Amanda e Thiago, e depois para Roma. Ao voltarmos dia 18, ao contrário da cidadania, recebemos uma carta dizendo que faltava um documento, um documento complicado de conseguir no cartório, que teria que passar por aprovação da juíza de São Paulo e deveria ser traduzido e legalizado no Consulado.

- Nossa primeira reação foi entrar em desespero e ir para debaixo da coberta. Eu só chorava, chorava muitooooooo...Depois de alguns minutos, levantamos e fomos correr atrás do prejuízo. Graças às nossas famílias e por incrível que pareça, pela competência do cartório, conseguimos resolver nosso problema em tempo recorde.

- A espera pela chegada do Sedex foi angustiante, mas ... eis que chegou e no dia 13 de outubro entregamos ao Comune (prefeitura) o documento que faltava. Nos disseram para esperar, que não existia previsão, básico para um país burocrático como a Itália, mas...

 - Dia 30 de outubro o meu gatinho finalmente assinou a cidadania, é mole? É mole mais sobe! Não é plagio não, é do macaco Simão. É hoje um cidadão italiano e exatamente uma semana antes de ser contratado para trabalhar em um grande hotel da cidade. Também uma semana antes de vencer meu permesso de turista...uhuuuuuuu. Vencemos a cidadania! Vencemos a cidadania! Quem acompanhou de perto, quem vive ou já viveu esse momento sabe o que é!

Obrigadaaaaaaaaaaaa a todos, principalmente por nossa família, pela força psicológica, pela ajuda com os documentos, a Tata e Amarildo, por tudo!

PARABÉNS MÁ! TE AMO! VOCÊ MERECE! 

Agora o mundo ficou pequeno. I want to be free! E como diz o Má, “Hoje até o prefeito de Trento (norte da Itália), que assinou minha cidadania, me conhece”...hahahah...totalmente convencido! 


17/08/2008

Primo lavoro in informatica

Ciao Amici, Fiz meu primeiro trabalho voltado à minha área de atuação. Há cerca de um mês fiz um anuncio em revistas e em universidades em Trento e essa semana tive meu primeiro retorno. Roberto, o nome dele! Ligou-me e disse pra eu ir a casa dele, pois estava com problema em seu desktop. Tentou me explicar por telefone mas era impossível capire qualcosa, no ho capito niente... Pegamos nossa bici e fomos pra lá eu e minha assistente voluntária Érica e de repente ele apareceu na janela desconfiado. Eu disse que era o técnico de informática, ele desceu com super computador PENTIUM 500 WINDOWS 98 e descabelou a falar dialeto, não entendemos niente. O dialeto é como uma outra língua falada dentro da Itália.

Conseguimos explicar que não tínhamos como levar porque estávamos de bicicleta e se era possível consertar o PC na sua casa já que era um trabalho rápido, somente trocar o leitor de DVD.
Daí então surgiu a pergunta.... Quanto custa o trabalho?
“30 Euros sr. Roberto!”
Ele disse irritado: - “30 euros?!”
- Sim!
- Toma 50 e me devolve apenas 10, trinta é muito pouco!
Após algumas horas de trabalho não foi possível efetuar a troca já que seu Super PC não era compatível, combinamos que retornaria para efetuar a troca do sistema operacional.
Como prática de um paulistano nato, resolvi devolver o dinheiro: Sr. Roberto estou devolvendo o seu dinheiro porque ainda não está resolvido, depois o senhor me paga.
Ele levantou desnorteado com a nossa atitude: “– Por quê? Porque? Não! Porque isso?” (muito bravo)
Ficamos assustados com a sua atitude, mas após sairmos de lá começamos a pensar....sai da sua casa e daí foi uma lição de vida de como ainda existem pessoas que confiam nas outras.

Nossa casa, só nossa...

Dia 4 de agosto conseguimos alugar uma apto para nós dois, pois estávamos dividindo ap. O melhor de tudo, nós conseguimos alugar justamente um apartamento que vimos no primeiro mês em que chegamos aqui e nos apaixonamos. Um amigo nosso que foi para Londres entregou o ap na mesma época em que saiu o permesso de atesa de cittadinanza do Má. Dois meses antes dele ir embora da Itália já estávamos em contato com o proprietário do apto para não corrermos o risco de perdê-lo, no entanto, como não tínhamos o permesso não obtivemos uma resposta positiva. Um dia, o proprietário da casa telefonou e disse que sem o permesso não poderia fazer nada, pois já havia uma outra pessoa interessada que iria alugar. Puxa, ficamos decepcionados, chateados, mas aceitamos. Enfim, assim que saiu o permesso do Má telefonamos e agendamos com o proprietário para ver quais os aptos disponíveis. Lá estava ele, o apto que queríamos ...
Neste mesmo dia fechamos o contrato. Mudaremos dia 1 de setembro...
Primeira fase concluída. Agradecemos a Deus acima de tudo e aos nossos familiares e amigos que estão na torcida por nós! OBRIGADA!

O primeiro passaporte italiano sai do forno - Vivi, a primeira a chegar e a primeira a sair....


No dia 31 de julho, o Comune telefonou para nossa querida amiga Vivi para ela assinar a tão esperada cidadania. Ela, que estava na Holanda, na casa do namorado, passou a noite na estrada para dar tempo de chegar no horário solicitado pelo Comune e .... assinouuuuuu!!!! É agora uma italianinha, a primeira a chegar e a primeira a sair, caminhando rumo a seus sonhos.
A residência demorou uma média de 60 dias para ser concluída. Depois ela precisou providenciar no Brasil uns documentos que faltavam, enfrentou a greve do correio (para dar emoção, porque senão não tem graça... rs) e três semanas depois que ela entregou todos os docs no Comune, saiu sua cidadania.


Estamos MEGA FELIZ..... PARABÉNS VIVI, VC MERECE!!! SUCESSO!!!

Vivi, siamo molto felici per te. Ci troviamo a Londra o in Holanda... ciao, arrivederci!



02/08/2008

Processo de Cidadania - QUASE NO FIM... UHUUUUU

Sou vagabundo eu confesso!!! Somos sim, mas essa vida está acabando. Recebemos a informação do Comune que em setembro a cidadania sairá e poderemos ter uma vida normal.

A vida na Itália para quem vem retirar a cidadania é um pouco complicada. A Itália mexe muito com seu estado emocional, porque não te permite ter uma vida comum e a saudade aperta. Sem lenço e sem documento não se trabalha, o que por outro lado faz com que a gente faça tudo o que não tinha tempo na rotina brasiliana: ler, passear, andar de bicicleta, dormir até tarde, assistir muito filme, estudar, entre outros.
A Itália é belíssima, altamente cultural, cheia de surpresas e novidades, mas quando o assunto é cidadania o trâmite é bem lento. O processo é delicado, demorado! Presenciamos muitas pessoas chegarem sem terem seus documentos completos ou legalizados por seu Consulado, requisito fundamental para quem vem fazer o processo de cidadania aqui. E se você chega com os documentos sem legalizar precisa fazer isso no Brasil. O problema é que os Consulados no Brasil só legalizam com agendamento, o que pode demorar meses e até um ano. Enfim, para quem tem interesse em fazer cidadania na Itália, a dica é:
- Em primeiro lugar tenha certeza absoluta de que quer pegar essa cidadania acima de tudo, porque serão inúmeras as dificuldades. Se houver dúvidas, acredite, é provável que você resolva voltar para o Brasil nas primeiras barreiras.
- Segundo, informe-se muito bem e não acredite em tudo o que o Consulado de sua região diz, porque eles são mal informados, por incrível que pareça muitas pessoas que estão com documentos incompletos ou errados questionaram seus Consulados, que afirmaram estar tudo ok.
- Terceiro, confira os nomes em todos os docs (originais e traduzidos), não pode haver erro, exclusão ou inclusão de uma letra sequer, precisam estar completamente certos, caso contrário é melhor retificar, isto porque a Itália não aceita docs errados, a não ser que você dê sorte na cidade em que fizer cidadania. Eles alegam que pode não se tratar da mesma pessoa, mesmo por causa de um r a mais ou a menos. Procure informações na legislação, procure saber mais sobre o Comune onde vai fazer residência e sobre a demora no processo da cidadania.

Chegando na Itália, é preciso fazer a declaração de presença até o oitavo dia da data de entrada no país. Em seguida dar entrada na residência (a polícia faz duas visitas em sua casa para confirmar que você reside alí e isso pode demorar cerca de 60 dias), entregar os documentos na Comune (prefeitura da cidade) e esperar até que analisem se está tudo certo. A demora faz com que a cidadania pareça um sonho, irreal.
Para nós as coisas graças a Deus começaram a ser reais. No final de julho (2008), o Comune avisou que os documentos do Marcelo estão todos ok e que em setembro o processo será finalizado e daremos entrada nos meus documentos. No início pegarei meu permesso familiar (com validade de 5 anos e renovavel), que me dá todos os direitos de um cidadão (morar e trabalhar na Itália, ir para qualquer país da EU). Depois de seis meses que fizermos minha residência aqui, daremos entrada em minha cidadania... daí em diante é só esperar...

Estamos quase lá! Per oggi aspettiamo!

Bacio a tutti

07/06/2008

A belíssima Veneza

MAR, canais, ruas estreitas, nenhuma bicicleta ou automóvel, vaporetos, gôndolos, casas esculpidas no formato bizantino, mácaras para bailes de carnaval, e muita gente ansiosa por conhecer a cidade construída em cima do mar adriático. É interessante como a Itália faz com que as pessoas sintam-se em um museu a céu aberto, com que respirem e transpirem história. Veneza é assim... uma cidade que te faz viajar no tempo. É excepcionalmente única, maravilhosa! Um lugar onde os ônibus são substituídos por barcos, onde as ruas são vícolos e onde nós somos os personagens de um longa história, que um dia também será contada.
Veneza pertence a província do Venêto e foi construída nos séculos V e VI quando os bárbaros passaram a habitá-la para fugir dos inimigos, que não tinham muita facilidade para navegação naqueles mares. A cidade foi conquistada por meio da navegação e do comércio, uma vez que foi, por muitos anos, a porta de entrada do Oriente. Venezia é formada por cerca de 118 ilhas, cortadas por 150 canais e mais de 400 pontes.
É impossível encontrar aqui um ângulo feio. Todas as fotos são cartões postais e mais se parecem com pinturas de importantes nomes da arte como Mozart e Goethe. Se olhamos para a direita observa-se uma viela da Idade Média, para a esquerda se vê o período do Renascimento e para cima o campanário de uma igreja secular. É definitivamente uma viagem ao túnel do tempo, onde a única modernidade que existe são os homens e suas roupas, nada épicas. É uma cidade antiga demais, tanto que quando a América estava para ser descoberta, Venezia já tinha a estrutura que conhecemos. Trata-se de uma cidade que não acompanha as mudanças tecnologicas e as construções humanas, é isso o que faz com que seja diferente e muito especial.
Foi um prazer conhecê-la, Venezia!























29/05/2008

Festa estranha com gente esquisita

Vejam abaixo algumas fotos de nossos novos amigos. Festa estranha com gente esquisita, eu não estou legal...
Abaixo das fotinhos vou inserir uma idenficação sobre esses humanos.







Da direita para a esquerda: Marion, uma holandesa muito bacana (sogra da Vivi); Vivi, a brasileira bióloga e Ewerton (um mineirinho que faz crochê nas horas vagas.









Vivi, "a bióloga" e sua planta predileta


















A melhor amiga do Má











Da direita para a esquerda:
Bruno, o pizzaiolo magrão
Erica, amore mio
Vivi, bióloga de plantas artificiais
Eu, eu mesmo um príncipe
Celine, a canadense
Ewerton, o mineirinho do croche
Rodrigo, o jogador de futebol









Professoressa Rafaela: uma italiana muito simpática e agradável que nos convidou para estudar na casa dela nos dias de folga da escola












Não se deve andar com esses elementos porque eles atraem a polícia

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25/05/2008

Um pouco sobre a Itália

Alguns desses dias foram um pouco difíceis porque definitivamente a saudade apertou. Na última semana o tempo esteve fechado e não fizemos muitas coisas, ficamos mais em casa e visitamos amigos.

Aqui sempre fazemos jantares, pizzadas ou lanches na casa da Vivi. Ficamos conversando até de madrugada e vamos para casa a pé, observando aquelas ruínas e casinhas todas floridas – que mais parecem feitas de brinquedo da lego –, sem preocupação de sermos roubados. Isso para gente é sensacional, uma vez que em São Paulo sempre vivemos preocupados com assaltos.

Neste meio tempo já fizemos muitos amigos brasileiros e de outros países, o que é muito importante aqui, uma vez que os Trentinos são pessoas muito fechadas. Pelo menos a princípio não é fácil fazer amizade com eles. Alguns acreditam que isso ocorra por questões históricas, que vamos resumir aqui para vocês entenderem um pouco sobre a região e sua cultura.

Até 1918 Trento não pertencia a Itália, mas sim ao império Austro-Hungaro. Somente depois da I Guerra Mundial, após muitas lutas é que Trento virou Itália. O problema é que a população trentina presenciou diversas disputas por território e muitas famílias foram obrigadas a imigrar. Dois adendos: o primeiro é que, por esta razão a cidadania para os descendentes trentinos pode demorar até cinco anos para sair, sendo que os descendentes de italianos de outras regiões retiram o documento em um prazo de três a quatro meses. Nós conhecemos muitas pessoas que dizem que agora Trento resolveu dificultar para tirar o documento visando diminuir o numero de estrangeiros no país, especificamente uma senhora chamada Carmem. Acho que atualmente ela é mais conhecida na Itália do que o Berlusconi. Graças a Deus nossos documentos estão saindo no prazo, não temos do que reclamar. Segundo adendo: na época em que os italianos fugiram daqui, os países que mais os receberam foram Brasil, Argentina e EUA. Só para se ter idéia, hoje o número de descendentes trentinos no Brasil ultrapassa 200 mil, concentrados principalmente nas regiões sul e sudeste.

Bem, hoje Trento é a cidade mais rica da Itália e é autônoma, não se vêem pobres como estamos acostumados no Brasil, muitas vezes nem consigo identificar um mendigo aqui. Mesmo assim não é difícil encontrar italianos reclamando da crise pela qual o país está passando.

A Itália tem pessoas do mundo inteiro e quando se vêem pobres não são os italianos, mas sim marroquinos, poloneses e romenos. Aliás, os marroquinos praticamente invadiram o país.

Bom, vou parando por aqui para vocês conseguirem ler até o fim.

Os monumentos acima são representantes da independência Trentina

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Beijos, Até mais... Erica e Má

18/05/2008

Verona

Na semana passada fomos à Verona, cidade de Romeu e Julieta. Foi muito legal. Vejam abaixo e ao lado algumas fotos.
bjs



15/05/2008

Tem coisas que não tem comentários

Oi pessoal,

Sem comentáriosssss!!! Vejam o vídeo abaixo. Três horas depois nós passamos e esse senhor continuava da mesma forma...
bjs


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12/05/2008

Dia das mães

Esse ano (2008), passamos pela primeira vez de nossas vidas o dia mães sem as nossas mães. Se normalmente sentimos saudades, hoje então o coração apertou. Ficamos imaginando como estaria sendo o almoço com nossas famílias e agradecemos mais do que tudo por termos pessoas tão especiais junto conosco. Eu e o Má ainda não fazemos a menor idéia do que é ser mãe e pai, mas temos a certeza de que nunca queremos deixar de ser filhos para termos o colo e carinho de vocês.

Estamos sentindo muita falta de vocês, muita mesmo, mas ao mesmo tempo estamos muito felizes por realizarmos um sonho, que diariamente nos dá uma experiência muito melhor do que imaginávamos ter.

Aqui temos contato com absolutamente tudo, estamos vivenciando coisas que jamais teríamos a oportunidade no Brasil. Eu, particularmente, tenho treinado meu olhar jornalístico e captado pautas e mais pautas todos os dias. Nesses últimos tempos conhecemos pessoas bem especiais, carismáticas e com histórias únicas, que um dia iremos contar, mas nenhuma delas diminui nossa saudade de vocês.

Esperamos nos encontrar o quanto antes para matarmos essa saudade imensa, com aquele abraço caloroso e demorado.

Grande beijo a todos, em especial ao nossos pais, sogras, sogros...

Erica e Má

11/05/2008

Eu acho que eu vi um barbone.... eu vi um cocozinho

Ciao persone,
A Itália tem umas coisas engraçadas e absurdassss! Ontem eu, o Má, o Ewerton e a Vivi estávamos na praça Duomo, que é bem movimentada aqui. Adivinhem o que nós vimos? Aff...uma grande bunda branca para cima! É isso mesmo, vou tentar acrescentar um vídeo que explique melhor, mas isso é bem real.
Do nada, de repente, uma pessoa, imagino que seja um barbone doido, abaixou as calças, curvou o corpo e começou a evacuar tranquilamente. Alguns minutos depois (bem depois) ele começou a se limpar com uns papéis. Jogou no chão, na maior naturalidade e lentamente subiu as calças. Todos fingiram que não viram, mas é claro que nós filmamos. Aqui está a tragédia italiana! Que absurrrrdo!

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08/05/2008

A primeira prenotazione do Smart


Ontem, dia 7 de maio, nós e uns amigos novos (Viviane, Ewerton e Roberto) reservamos dois carros Smart para passear pela cidade. Tudo estava indo perfeitamente bem até que entramos numa autostrada, cuja velocidade inicial era 90 km por hora.... normal, né? Normal para quem tem um carro normal. O Smart que pegamos anda no máximo a 40km por hora. Olhamos para o motorista, Everton, que fingia estar tudo sobre o controle, mas sabíamos que era só por Deus. Quando olhei para atras para ver o carro em que o Má estava....vi um caminhão imenso empurrando a gente. Daí caiu a ficha e a gente começou a rir como besta. Andamos uns cinco minutos, até que encontramos um retorno e pegamos a estrada do outro lado. A fila de carros que nós provocamos não estava escrita. Só carrãoooo..... e a gente a 40KM. Non è facile!

Se a polizia pára a gente, ferrou tutti.

Como a gente gosta de adrenalina, assim que saímos da autostrada...respiramos tranquilo e caímos, sem querer (segundo o Ewerton) em outra autostrada. Fala sério....
Por fim nosso amigo Ewerton soltou a frase épica... quem não arrisca não vê Deus!

Olha as tranqueiras que a gente atrai..... é a lei da atração... tranqueira atrai tranqueira...rs.

Vejam o vídeo e as fotos!

Arrivederci!

Vida Difícil

Cá estamos nós novamente...nesta vida difícil... beber, comer, cair e levantar. Demos entrada no processo e agora estamos aguardando retorno. Descobrimos várias pessoas que chegaram com a gente e que também esperam a documentação. Logo na primeira semana, fizemos uma turma bem legal de brasileiros. Aos poucos estamos conhecendo pessoas de outros países. Mas fora os brasileiros também tem gente muito legal aqui...rs. Sempre encontramos um afegão que é muito bacana. Ele está esilado na Itália. O cara é tão gente boa que quer ajudar todo mundo sem falar sequer uma palavra em português ou italiano e ainda faz a gente rir bastante. Já começamos a entender melhor o italiano e a conseguir nos comunicar.... MALE... mas se comunicar. É tudo uma questão de tempo. A impressão que temos é que o italiano é um português errado. Aqui se parla, per exempio, noi fumo....
Descobrimos várias coisas na Itália, muitas boas e outras nem tanto. Aqui os italianos sempre falam em crise...mas o salário mínimo é 1200 euros para a pessoa sem especialização nenhuma. Se gasta por mês, morando numa casa grande uns 600 euros e se trabalha pouco, pouco mesmo. Na segunda-feira, para vocês terem idéia, tudo só abre após as 14h30. Domingo.... esquece supermercado, pelo menos em Trento, que nem é tão pequena assim. No norte da Itália a sociedade preza por qualidade de vida... comer muitooooo bem, ter um carro muitooo bom, se vestir bem, casar e ter filhos. Aqui os barbones (mendigos) recebem cesta básica, tomam café, almoçam e jantam na igreja de grátis, ganham 200 euros por mês do governo e vestem Nike. Eu, sinceramente só vi um desses aqui, mas não reconheci como mendigo.
A Itália também te dá alguns benefícios que valem a pena: pelos estacionamentos da cidade ficam distribuídas diversas bicicletas, que podem ser prenotadas (reservadas gratuitamente) para o uso das 8 às 20 horas. Muita gente anda de bike e a cidade inteira tem ciclovia. Se um pedestre andar pela ciclovia, toma multa e aqui tem multa para tudo. Outra coisa bacana é que a gente pode alugar uns carrinhos Smart e usar por duas horas pela cidade, também gratuito. Não se paga gasolina, nem estacionamento. Tenho uma história legal para contar sobre isso, mas vou abrir uma postagem a parte. Que mais podemos dizer???
Fizemos amizade com a professora do curso e agora vamos até a casa dela para papear... e treinar / aprender o italiano. Imagine só, a professora me chamou na sala e perguntou se eu e o Marcelo queríamos ir até a casa dela alguns dias para parlar italiano. Claro que dissemos sim e foi uma experiência única. Acordamos cedo (difícil para o meu marido, quem conhece sabe), fomos até a casa dela e parlamos, parlamos sopra tutto. Amanhã iremos novamente. Ufaaa.... além dessas conversas, temos aulas quatro vezes por semana.

04/05/2008

Retorno ao Monte Bondone



Ontem fomos novamente ao Monte Bondone, desta vez com a bateria da máquina digital... rs. Vejam as fotos ao lado. Que lugar lindo! Na verdade, a já neve já estava derretendo, isso porque o verão está chegando. Para nós brasileiros, é difícil compreender como pode um lugar estar tão frio e ao mesmo tempo tão quente. O sol aqui torra, torra mesmo!

Também, precisa valer a pena, porque a estrada daqui é um terror, muito estreita, tanto que no autobus tem saquinho para vômito. Na volta para casa o ônibus parou três vezes para recuperar o freio, devido a inclinação da serra. Qualquer errinho balbal Erica e Marcelo... rs. E em alta temporada o povo sobe todo dia essa serra, cheia de neve, para trabalhar. Eles usam correntes nos pneus para que o autobus suba.

Para o Sandro e meu pai, o Marcelo gravou uma mensagem, que tentaremos inserir no Blog. Sem falsa modéstia.... a mensagem é boa! Vuoi una birra? Capito?

Até a próxima...

beijos, Erica e Má


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02/05/2008

Primeiro passeio pela Itália

Nossa primeira parada por Trento foi Monte Bondone, onde fica a estação de esqui, famosa por trazer turistas de vários países no inverno. Embora não seja mais inverno, ainda não acabou a neve. Pegamos um ônibus que subiu uma estrada pior do que a do “Deus me livre” (aquela que vai para Trindade, em Paraty). Quando chegamos lá.... que paisagem... pura neve! Lindooooo!!! Eis que percebemos que esquecem os a bateria da máquina. Teremos que voltar para mostrar as fotos.

Até lá!

28/04/2008

As aulas italianas




















Vista da sacada de casa... aqui está fazendo uma média de 20 graús, mas a meia hora daqui tem uma pista de esqui que ainda está cheia de neve. Nós fomos lá na semana passada, mas esquecemos a bateria da máquina. Vamos voltar e mandamos fotos. Lá é pura neve!!!
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No final da semana passada começamos a estudar....caramba... bizarro!!! Em nossa sala tem gente do mundo inteiro: australiano, canadense, marroquino, filipinas, albaneses, paquistaneses, afegãos, chineses, entre outros doidos... só doido! É bom que a gente ri demais, ri mesmo e as vezes parece que um marroquino que não gosta de um dos afegãos, vai puxar a cordinha e explodir todo mundo na sala... rs. Ele olha para afegão (que está exilado) com uma cara de ódio que ninguém acredita!

Bem, descobrimos que algumas palavras não podem ser usadas na Itália: fica, figo, tromba, entre outras.... nem vou escrever porque é muito feio. Dêem uma procurada no dicionário. E o Marcelo que na aula de italiano, em que a gente estava treinando o verbo ter e ser.... disse pra todos que é um coelho. Imagina que engraçado, ninguém entende italiano, mas todo mundo se divertiu. “Io sono il coniglio”.










A gente está na terceira aula e as coisas estão fluindo... logo aprenderemos a língua.

Hoje demos entrada na documentação do Marcelo...ele já existe na Itália, mas eu ainda não. Estamos decidindo onde daremos entrada na minha cidadania (Londres ou Italia).


Vejam algumas fotos de Trento.

Beijos, Erica e Má

26/04/2008

A descoberta da felicidade







A descoberta...

Um dia a gente acredita que gente grande é que é feliz
E que ser grande é ter sucesso profissional, estudar e construir família
E não vê o momento de crescer

Acredita que as montanhas, a chuva e o sol são somente elementos que fazem parte da natureza
Acredita que as pessoas são tão gigantes a ponto de fantasiarmos suas personalidades
Daí, o tempo passa e a gente cresce, ou pelo menos começa a entender o que crescer realmente significa

E descobre que ser gente grande é muito mais do que tudo isso
Que boa parte daquelas pessoas que dizem ser “gente grande” não é feliz
E não é feliz porque procura longe demais, no alto, o que pode estar ao lado
Porque idealiza atitudes, espera agradecimentos, elogios e principalmente, ser amado da mesma maneira como ama

E percebe que ser gente grande não é simplesmente ter profissão, estudar e construir uma família
Que nem toda “gente grande” de verdade tem uma profissão renomada
Descobre que o crescimento é de dentro para fora
Que gera fidelidade, caráter, amor, perdão e felicidade
E que “gente grande” ergue pilares tão firmes que apóiam famílias pela vida inteira

Percebe que as montanhas são a metáfora das nossas dificuldades
Que a chuva também existe para lavar nossa alma das angústias
E que o sol é a luz que há dentro de cada um que busca a felicidade

Sente por meio das decepções que ninguém é tão imenso, a ponto de ser perfeito
Que cada um tem características que não nos cabe julgar
Que as pessoas sentem de forma diferente, o que não significa que é menos ou mais, somente que é diferente
Mas quando a gente começa a enxergar tudo isso, prefere voltar à inocência para não sentir dor...
...e percebe o inegável, o inadiável:...que para crescer precisamos nos amar, antes de querer amar alguém ...porque se não nos preenchermos sozinhos, tudo será superficial...
Como é difícil ser grande...e como é simples...
Se resume a amar, perdoar, compreender, ser fiel e caridoso...
A busca pelo crescimento é insaciável, mas conquistamos diariamente....
Pensamento é tudo nessa batalha. As pessoas grandes aprendem a vigiá-lo...

Erica e Má - da despedida a chegada


Decisão tomada, demissão, escolha do País, seleção da cidade, compra da passagem, venda da moto e computador, mudança de casa...

... momento sem-teto, carinho das famílias e amigos, a hospedagem nas casas dos pais, irmãos e cunhados... as várias despedidas chorosas...

... o dia do embarque, a saudade adiantada e infinita, a surpresa de quem não avisou que chegaria, mas que apareceu para nos dar um “arrivederci”...

... a despedida, o aperto no coração, a partida, a passagem pelo portão de embarque, o coração que convulsionava, a saudade novamente, a ansiedade, o receio, a felicidade da chegada da data tão esperada, a insegurança, o medo ...

... o Vôo ... o vôo ... o vôo ... saudade.... amorrrrrr.... carinhoooo... a alegria de realizar... a sensação de pisar em terra italiana... a recepção calorosa.

É isso aí, essas são todas as fases e sensações que sentimos em todo esse tempo e que nem sempre conseguimos ou podíamos demonstrar. Sentimos um montão de coisas estranhas e choramos, choramos tanto que logo acabarão as lágrimas.

A chegada na França, onde fizemos a escala já começou bem emocionante. Como, para variar eu e o Má sempre estamos atrasados, no aeroporto Charles de Gaulln não foi diferente. Conseguimos ser os últimos a sair do avião. Detalhe, perdemos o vôo que iria para o aeroporto de Linate, na Itália e ficamos a ver navios.... quer dizer, aviões.

Daí em diante só bizarrices...Tivemos que negociar um vôo no nosso inglês curumim. O bom é que nem deu tempo de termos medo, porque precisávamos resolver tudo rápido. Conseguimos um vôo para outro aeroporto na Itália que sairia duas horas mais tarde, enfim ... foi a solução. Ao chegarmos em Malpensa, o outro aeroporto, ficamos duas horas esperando nossa mala, que chegou incompleta. A gente já esperava isso, pois várias pessoas disseram que a França perde muita mala. No final das contas tivemos que treinar nosso idioma e até preenchemos uma ficha. A bagagem veio quatro dias depois.

E nós? Com essa confusão chegamos muito tarde em casa (meia noite). O engraçado foi que ninguém falava inglês nos trens e ônibus e nós não falamos niente italiano, ou seja... já dá para imaginar né?

Seguimos contando as novidades!!!

Saudades de todos!
Vejam fotos das despedidas
Beijos, Erica e Má


20/03/2008

Materia do JT

Foto do Jornal da Tarde, sobre viagem para o exterior
Posted by Picasa

11/03/2008

Primeira Ligação

Érica soltando o verbo, irritando muito os italianos e criando vocabulários. Marcelo travado no verbo.

Essa foi nossa primeira ligação para a Itália, a procura de um apartamento para alugar. Conclusão: somente depois de quinze dias descobrimos o que foi dito!

Acessem, mas não riam, tutto bene?


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