29/01/2009

Papai noel veio, mesmo sem sapatinhos na janela



Sei que este relato está atrasado, mas não poderia deixar de dividir com vocês a felicidade que sentimos no final do ano. Em 24/12/2008 o papai noel passou por aqui. Na verdade, o mês de dezembro começou inusitado, porque no dia 1 fui buscar minha mãe no aeroporto de Milão. Era inacreditável recebê-la, uma vez que meu pai havia acabado de ingressar numa empresa e não poderia viajar com ela. Imagine, minha mãe tem medo de voar e foram raríssimas as vezes em que viajou sozinha. No caminho para o aeroporto (cinco horas), meu coração quase explodiu, nem conseguia acreditar que após sete meses, 217 dias intensos, ficaria 30 dias mamando... e fiquei.

No tempo que minha mãe esteve aqui apresentamos um pouquinho da Itália (Veneza, Verona, Paganella, Trento, Milão), da Áustria e da Suíça. Apesar de uns bichinhos que ela encontrou por aqui (deixa para lá, capítulo à parte), ela viu que os trens da Itália são transitáveis e muitas vezes confortáveis (diferentes dos nossos no Brasil), ela pôde se emocionar com a neve e andar de bicicleta no frio de -2 graus (coisa que garanto, ela nunca imaginaria).

Enquanto ela esteve aqui, não fomos à escola, mas em compensação, tive a oportunidade de fazer um curso intensivo de italiano, porque ela me fazia perguntar tudo....heheheh. Curtimos os eventos pré-natalinos e presenciamos o verdadeiro clima de natal italiano. Mas, a véspera de natal chegou e não poderia ser diferente, estávamos um pouco chateados, uma vez que praticamente todos estavam no Brasil. Nossos corações estavam aqui e no Brasil ao mesmo tempo. Sem Dan, Vivi, pai, a sogrinha, Vanessa, Mi, Gá e Sandro (o cabeçudo) nos sentimos angustiados. Além disso, minha mãe estava preocupadíssima porque tinha falado com meu pai naquele dia, que contou que estaria em reunião até 20 horas. Segundo o Danilo, a Vivi havia dormido o dia todo e às 4 horas da tarde saiu para comprar o restante dos presentes, detalhe, ninguém estava fazendo nada para comemorar a data.

Enfim, preparamos a ceia e quando deu meia noite na Itália, nós brindamossss. Mas, antes de terminarmos, o interfone tocou, e num italiano um pouco ‘estranho’(rs) pediram para descermos. Como a cidade inteira estava a caminho das igrejas para assistir a missa, em plena meia noite, pensamos que era algum fiel e minha mãe disse “nem desce”. Mas ... descemos e quando chegamos não acreditamos no que nossos olhos viram. Era impossível, o Marcelo até voltou dizendo “não é possível, eles não estão lá”. Sim, o papai noel nos trouxe um presente: meu pai e minha irmã chegaram para passar o natal com a gente. Brindamos novamente! Inacreditável, nossos cérebros demoraram mais de um dia para compreender o que havia acontecido. Foi uma linda surpresa, que nos deixou muito felizes.


Infelizmente, o Dan não pôde vir, pois havia shows para fazer no Brasil. A Elizete, a Van, a Mi, o Gá e o cabeça também não estavam presentes em corpo, mas todos estiveram aqui de outras formas. Comemoramos juntos, por telefone, skype e webcam o restante do natal. Só temos a agradecer a meu pai e a Vivi, porque esse momento é um dos que ficarão para a história, daqueles que contaremos para os netos. Não poderíamos deixar de registrá-lo.

Um comentário:

Vicente disse...

Meninos, a felicidade foi tão grande prá nós quanto prá vocês. Revê-los não há dinheiro e tampouco profissões e trabalhos que pudessem impedir.
Agradeço meu chefe Battaglia por ter me permitido isso. Ele tanto quanto eu sabe como acontecimentos como esse são importantes. Lider nasce e não são construidos.

Deus me permitiu essa possibilidade e creio que eu soube através Dele, alavancar os resultados da melhor forma. Embora os percalços ocorridos: intolerância e inveja de uns (para com o Dan), e os destinos (perda de malas no aeuropoto, carteira de motorista vencida), inexplicáveis acontecimentos que tornaram essa viagem ainda mais gratificante embora não completa pela ausência do DAN.
Infelizmente, acontecimento único que não nos permite repetir com os mesmos resultados, todavia a marca resultante em nossas memórias, é de tamanho incalculável.
Amamos vocês demais e espero poder estar com vocês quantas vezes nos forem possíveis.
Beijos
Pai e Vicentão