07/06/2010

O Solista - de Steve Lopez


Com o deadline vencendo para a entrega da próxima coluna, Steve Lopez, jornalista de Los Angeles Times, enxerga uma ótima HISTORIA, quando passa por um sem-teto em Los Angeles, o senhor Nathaniel Ayers, que parecendo ausente ao mundo toca seu violino de duas cordas velho e estragado. Lopez descobre, entre as palavras soltas de Nathaniel, que em sua juventude ele tinha sido um gênio, que estudava em uma das melhores universidades de música dos Estados Unidos, a Juilliard, mas as circunstâncias da vida mudaram completamente seu destino. Nathaniel ainda jovem adquiriu esquizofrenia, passando a não distinguir a imaginação e o real. Ele que tinha família e uma profissão promissora simplesmente se perdeu e foi abandonado por um sistema capitalista e egoísta. Nathaniel como tantas pessoas de Los Angeles perdeu as referências.

O que era a princípio somente interesse por uma grande matéria se transformou em amizade. Lopez tentou ajudar o sem-teto, fez contatos com psicólogos casas de abrigo, músicos, de maneira a proporcionar uma melhora na vida de Nathaniel, que se negava a mudar. Ele não queria nem ao menos deixar as ruas. Logo depois de Lopez escrever sobre Nathaniel, inúneros leitores fizeram doações de violinos, violoncelos, pianos, entre outros. Até mesmo músicos famosos resolveram participar de alguma forma, dando aulas à Nathaniel ou o convidando para assistir apresentações. Do isolamento completo, Nathaniel se vê de frente com o mundo novamente e tenta enfrentá-lo dentro de suas limitações.

A história de Nathaniel Ayers é real e embora existam muitos Nathaniel's pelo mundo afora, o sistema pouco faz para mudar esta cena. Ainda não consigo explicar a razão, mas o livro não me apaixonou, achei um pouco cansativo, sem sal e sem açúcar. Logo em seguida assisti o filme, que foi dirigido por Joe Wright, que me tocou mais. O estranho é que dificilmente um filme me envolve mais do que o livro, mas neste caso acho que os atores Jamie Foxx (Nathaniel) e Robert Downey Jr (Lopez) foram incríveis na representação. Em minha opinião, o filme não seguiu fielmente o livro em seus detalhes, mas no todo, acho que cumpriu seu papel.

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