16/07/2010

Como economizar nas viagens ao exterior

Como economizar nas viagens ao exterior


Muito boa a matéria!

Eu acrescentaria duas dicas:

1. Para quem quer economizar dinheiro e tempo em viagens pela Europa, a escolha da companhia aérea é imprescindível. Aqui existem várias empresas Low Cost, no entanto os melhores preços são da Ryanair e EasyJet. A Ryanair, à primeira vista sempre parecerá mais conveniente do ponto de vista financeiro, no entanto atenção: na maioria dos casos os voos (partida e chegada) são fora da cidade, o que implicará em gastar tempo e dinheiro, que muitas vezes é curto. Neste caso, pesquise bem a localização dos aeroportos e o valor de transporte para chegar ao real destino.

2. Se você optar por adquirir um bilhete aéreo da Ryanair, use o cartão pré-pago Mastercard e não precisará pagar a taxa administrativa. Se quiser comprar com o cartão de crédito, fique atento porque a taxa de 10 euros vale para bilhetes individuais, ou seja, se você comprar para duas pessoas na mesma operação, pagará 20 euros só de taxa.

Caso opte pela EasyJet, use o Visa Electron, pois não pagará as taxas administrativas. No caso de usar o cartão de crédito, se você comprar duas passagens na mesma operação, pagará somente uma tarifa administrativa.

PS: Na maioria das vezes esses cartões pré-pagos (pelo menos os feitos na Europa) custam pouquissimo ou são gratuitos. No nosso pagamos 1 euro ao mês pela manutenção.

Planeje-se bem e viajará mais vezes!
Ciao.

Temos mesmo que ouvir certas coisas?

Estou lendo o livro O Diário de Anne Frank, outra leitura obrigatória nas escolas européias. Por razões óbvias todos que notam meu livro fazem um pequeno discurso sobre aquele período ou me indicam outros títulos sobre histórias símiles como por exemplo: Amedeo Guillet (biografia) ou Hannah Arendt (Um Relato sobre a Banalidade do Mal). A maioria das pessoas faz comentários enriquecedores e inteligentes, no entanto, hoje um colega de trabalho, ao ver meu livro fez o seguinte comentário: "Nossa você está lendo Anne Frank, esse livro é ridículo, é completamente vitimista e a favor dos Judeus. Ele coloca os hebreus como santinhos. Esse livro fica do lado deles".

Não consegui segurar minha língua: "desculpe, mas você é a favor de Hitler? Fala como um nazista. Esse livro é um diário e como diário conta fatos. Tem certeza que você o leu? O que você entende por vitimismo?" Enfim, ele falava tão seriamente sobre o assunto e acreditava piamente no que dizia que eu pensei "deixa para lá" e ...

deixei...

Não consigo nem comentar tamanha ignorancia!

14/07/2010

As pessoas, os celulares e os problemas


A cada dia que passa, percebo que nós estamos muito acostumados a fazer da vida um problema. O pior de tudo é que muitos problemas começam sem motivo e uma hora acabam virando uma bola de neve. Estou escrevendo sobre isso porque ontem na volta para a casa a metropolitana teve problema e tive procurar outra alternativa para chegar em casa. Mudando o caminho, coisa que sempre deveríamos fazer, para descobrir coisas novas, me vi observando aqueles que estavam em giro.

É incrível, mas a maioria das pessoas que estavam sozinhas, falavam no celular, ou melhor discutiam sobre diferente assuntos. Uma chinesinha que estava em frente a Duomo (parte mais bonita de Milão) brigava com o namorado pelo bluetooth, uma italiana,no tram, batia boca com a chefe pelo telefone, porque ela não contratou sua amiga (que era indicação), uma garota extremamente irritada empurrava o namorado e assim por diante. Muitos daqueles que estavam acompanhados, falavam sobre seu dia do ponto de vista de acontecimentos negativos É claro que não estou comparando as realidades, porque isso acontece em todo mundo, mas é interessante observar.

Me dei conta de como nós olhamos as coisas por uma perspectiva errada. Perdemos muito tempo em discussões que não levarão a lugar nenhum. Percebi também algo que não é novidade: o celular está ganhando uma função muito maior do que deveria ter, pois está substituindo os momentos que nós deveríamos ter sozinhos. O mundo tem definitivamente medo de ficar sozinho. As pessoas passam o dia inteiro falando durante o trabalho e no caminho de casa, precisam telefonar para conversar. Por que esse medo de ter tempo para observar, para sentir, para pensar, para balancear as coisas, para tomar decisões?

Todos nós pertencemos a esta era. Pertencemos a era dos celulares que cumprem mais do que seus papéis, das pessoas que estão sempre enxergando problemas em tudo e de indivíduos que por alguma razão quase nunca estão sozinhos.

Ah, espera só um pouquinho: Alo!

Bom, escrevo mais outro dia, porque meu telefone está tocando.

09/07/2010

Desabafando...

Não falarei sobre saudades porque já é um tema desgastado, mas devo dizer que nos últimos tempos estou um pouco desanimada, cansada, desgastada. Quem me conhece sabe que sempre fui muito proativa e agitada, mas acho que terei que começar tomar um energético para ter mais disposição. Nós estamos em pleno verão, indo passear, vendo a luz do dia até às 22 horas, e eu me sentindo cansada. Vai entender!

No último ano mudamos muito nossos hábitos, até porque foi quando começamos a "pegar no batente". A rotina (trabalho -casa-casa-trabalho) não é fácil, principalmente quando nove meses do ano são frios. O interessante é que temos muito mais tempo aqui do que quando trabalhávamos e estudávamos no Brasil e mesmo assim me sinto cansada. Talvez seja a idade batendo na porta e fazendo com que se perceba a mudança no metabolismo, no corpo e na disposição.

Por falar nisto ano conseguimos melhorar a qualidade de nossa alimentação. Muita salada, legume, peixe, carne e variedade de comida. O Má passou a ir trabalhar de bicicleta todos os dias e a diferença já se nota. Ele está com uma energia...Eu comecei a usar um monte de cremes que achava absurdo usar, porque para mim era dinheiro jogado fora.

Enfim, junto com esse monte de mudança, vem a necessidade da própria mudança. É incrível como precisamos de coisas novas o tempo todo. Eu então, chega a ser absurdo, mas estou aprendendo a ser mais paciente e esperar que as mudanças ocorram sozinhas. Já ouviu falar em "deixa a vida me levar", ainda mais em um país tão burocrático e preguiçoso como a Itália.

Sou ansiosa por natureza, mas além de todas as experiências e benefícios que viver no exterior me proporciona, o controle da ansiedade é um dos maiores. E devo dizer que melhorei bem neste quesito, mas que algumas vezes me pergunto se esse autocontrole é realmente positivo, se não faz com que a pessoa se acomode um pouco.

Uma das coisas que me cansa aqui, além de ficar longe da nossa família e amigos, é ficar distante do jornalismo, da minha profissão. Caramba, eu sei que toda essa experiência com culturas e linguas diferentes me fará muita diferença profissionalmente e pessoalmente, mas sinto uma falta absurda de escrever, de fazer minhas sugestões de pautas, de entrevistar. Gosto muito do ambiente e das pessoas com quem trabalho na BBVA, mas a verdade é que eu sou apaixonada por meu trabalho de jornalista e terei que retornar à ele em breve. Por isso passei a buscar freelas como correspondente internacional no Brasil. Estou fazendo muitooos contatos. Uma hora vai!

Nós não sabemos exatamente quando voltamos, porque ainda temos uma caminhada pela frente e gostamos do que a Europa proporciona. A única coisa certa é que voltaremos. Se ficaremos não se sabe. A cada dia que passa, sinto que somos cidadãos do mundo. Acho que fomos feitos para colocar a mala nas costas e sair andando. Detesto me sentir enraizada em um só lugar. Eu amo poder chegar em casa, pegar uma mochila e falar "vamos". Vamos para onde? "para algum lugar".

Adoro encontrar bilhetes aereos baratissimos que nos levam para conhecer mundos que nem imaginávamos. Eu sei que é um discurso longo e um pouco contraditório, mas é assim que nos sentimos na maioria das vezes. Entre aqui e aí.

07/07/2010

Ler para compreender

Por Fundação José Saramago

No princípio respondia que escrevia para ser querido. Imediatamente esta resposta pareceu-me insuficiente e decidi que escrevia porque não gostava da ideia de ter que morrer. Agora digo, e talvez isto esteja certo, que, no fundo, escrevo para compreender.

La Vanguardia de Barcelona, 1 de Setembro de 1997

06/07/2010

Quase um ano depois ...

Pois é, após um longooo e rogoroso inverno posso dizer que sentimos ao perfume do mar. Após dez meses da última vez que fomos à praia, domingo, data para recordar (4/07/10) demos o nosso primeiro mergulho do ano. Fomos à Varazze (Liguria /Itália) com uns amigos brasileiros. Foi um dia de tranquilidade!









Morro Dos Ventos Uivantes


Terminei de ler neste sábado o livro O Morro Dos Ventos Uivantes. Eu não sabia até então o quanto esse livro era importante no contexto da literatura mundial, porque só tinha ouvido falar do filme.

O Morro dos Ventos Uivantes, escrito pela autora inglesa Emily Bronte, é um clássico e um dos títulos mais importantes da literatura inglesa. Da mesma maneira que lemos Dom Casmuro, aqui na Europa esta é uma leitura obrigatória. O livro conta a história de duas familias (Earnshaw e Linton) que são ligadas fortemente pelo amor e pelo ódio. A história remete a um romance de 1847, ambientado em Yorshire. Tudo começa quando o pai da familia Earnshaw em uma viagem para Liverpool traz para casa uma criança pobre e sem cultura (Heathcliff) para conviver com seus filhos Catherine e Hindley. Catherine e Heathcliff se deram muito bem , virando grandes amigos e mais tarde se apaixonando. Já Hindley via em Heathcliff um concorrente ao amor do pai e da irmã e decidiu prenosprezá-lo. Simultaneamente, Catherine conheceu Edgar Linton, um rapaz bonito, culto e educado, que em seguida conquistou seu espaço pelo que possuia de prestígio, enquanto Heathcliff decidiu desaparecer por mais de seis meses, sem dar notîcias sobre seu paradeiro.

Neste meio tempo, Catherine casa-se com Edgar e a história realmente começa quando Heathcliff retorna completamente mudado, ganancioso e faminto por vingança contra todos aqueles que o humilharam. Edgar ama a esposa Catherine, que ama Heathcliff, que a ama, e que é amado por Isabela (irmã de Edgar), com a qual mais tarde teve um filho, o Linton. Já Catherine pouco antes de morrer, teve uma filha, que passou a ser chamada Catherine e que anos mais tarde foi obrigada a casar com o primo Linton, para poder transferir todos os bens à Heathcliff.

O livro surpreende inúmeras vezes, mas o mais interessante é o modo como conta a estória. É uma narrativa poética intensa e sombria. Aborda muito, sem que se note, a parte psicológica. Heathcliff no início era apenas uma criança e como criança era essencialmente bom. Com as circunstâncias, ele adquiriu um perfil muito diferente do que era. É a velha história de Jean-Jacques Rousseau "o homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe".

Vale a pena lê-lo.

 
musica sobre o livro: "Heathcliff, it's me, Cathy come home
I'm so cold, let me in your window"

01/07/2010

Isso aqui ooo é um pouquinho de Brasil aià

Estou voltando aqui para contar que na terça-feira (29/06) após o trabalho fomos ao Festival com uns amigos. Foi muito bacana. Comemos uma picanha básica, uma caipirinha e ouvimos um pouco de música latina. Ai que saudade do nosso Brasil!
bacio