30/09/2010

Sempre presente

Você pode dizer adeus a sua família e a seus amigos e afastar-se quilômetros e quilômetros e, ao mesmo tempo carregá-los em seu coração, em sua mente, em seu estômago, pois você não apenas vive no mundo, mas o mundo vive em você.
por Federick Buechner, Telling The Truth
 









28/09/2010

Portugal - O Porto

Em Douro
Na cantina de Caves, a caminho da desgustação

Passamos o final de semana de 11 e 12 de setembro na cidade do Porto, em Portugal. Como sempre,  pegamos um vôo bem cedinho e fomos para a praia curtir um sol e dar uns mergulhos. Infelizmente imagino que tenha sido os últimos do ano por aqui, antes da chegada do longo e chato inverno. 

Tivemos nossa primeira experiência com a EasyJet e gostamos muito do vôo e do fato de que o aeroporto era em frente ao metrô, facilitando nossa locomoção. Pagamos cinco euros em um ticket que dava o direito de usar todos os meios de transporte por 24 horas. Porto é uma cidade com um ótimo serviço de transporte público, além do que é um lugar onde se come muito bem e se gasta pouco, em média 7 euros.

Como sabíamos que a cidade era pequena e que seria possível conhecê-la tranquilamente em um final de semana, resolvemos ir ao hotel deixar as mochilas. Optamos por um IBIS, que no final das contas ficava bem em frente a linha metropolitana. O hotel também foi um "achado", pois oferecia todos os serviços de qualidade, por um valor baixissimo. Para se ter uma idéia, como reservamos com um mês de antecedência, pagamos 47 euros em dois, com um ótimo café da manhã.


 
 


Bem, a cidade do Porto é muito interessante porque te traz a sensação de estar no Brasil, primeiro porque é lotada de brasileiros, segundo porque os portugueses têm hábitos muito semelhantes aos nossos ou será que nós temos costumes muito parecidos com os deles. É mais provável, né? Estava quase me esquecendo do que aconteceu quando chegamos: perdemos o mapa que tínhamos e seguimos uma indicação (falsa) para um tourist point. Começamos a subir umas escadas e vimos um pessoal muito estranho, galera bebendo pelas ruas, cachorros sozinhos, botecos sinistros, carros atravessados pela rua. Adivinha o que era lá? Tráfico de drogas!

O centro histórico de Porto lembra muito o centro velho de São Paulo. É bem cinza, no entanto, Porto também tem regiões muito modernas, com uma arquitetura bem oposta àquela do centro. Por falar em arquitetura, lá não existem muitas regras, não. Cada lugar é de um jeito. Não é como aqui que segue sempre o mesmo estilo. Achamos Porto um pouco abandonado, principalmente por ser um local turístico. Vimos muitas casas e lojas como essas na foto abaixo:

Dos locais que conhecemos na Europa, acredito que Portugal seja o mais próximo que chegaremos do nosso Brasil: é o único lugar onde vimos boteco de verdade, churrasquinho feito na rua e onde ouvimos músicas na cidade como Axé Bahia e Forró. Lá as pessoas são simpáticas e muito mais simples do que as que vimos em outras cidades ou países. A originalidade deles é notada até pelo modo de se vestirem. A diferença entre um italiano, um inglês, um espanhol, um alemão, um austriaco, um francês, um suiço e um PORTUGUES é nítida. Nós temos muito mais deles do que dos italianos, sem dúvida. Entretanto, tive a impressão de que o brasileiro é muito mais querido na Itália do que em Porto, mas é apenas uma impressão de final de semana.

Fazendo churrasco do lado do Rio Douro
Passeando pela cidade é possível encontrar várias empresas que promovem passeios pelo centro, com visita guiada à uma cantina de vinhos do Porto. Nós pagamos 7 euros por pessoa e tivemos a oportunidade de conhecer a cantina chamada CAVES, além de degustar vinhos branco e tinto. 
Caves
Aprendendo sobre o vinho do Porto

É lógico que não poderíamos deixar de caminhar pelas espetáculares margens do Rio Douro. É inspiradora, é divina, é demais. Passamos a tarde andando, andando e andando, porque não existe coisa mais gostosa de fazer por lá. 


Para deixar um pouco a história de lado e respirar a natureza, de noite fomos para a Praia de Matosinhos. Caramba, como é longa essa praia, lembra muito o Brasil. Como na Itália não existe oceano, somente mares, as praias são curtas, pequenas e sem ondas, embora lindissimas.


Após girarmos muito, como de costume, fomos para o hotel cansadissimos e desmaiamos. No dia seguinte: café da manhã reforçado, PRAIA e muito bacalhau. Chegamos em Milão às duas da manhã, muito tristes porque afinal no dia seguinte seria segunda-feira, mas com a certeza de que viajar é uma das maravilhas do mundo!

23/09/2010

The best of wine

Foto feita na cantina Caves (Porto / Portugal), pelo Ma
Sempre ouvimos falar sobre a cultura do vinho e da concorrência existente entre os países, que alegam produzir os melhores do mundo, mas você sabe qual é hoje o the best of?

O Brunello de Montalcino Reserva 2004 Castelo Romitório, de Florença, foi decretado pela International Wine Challenge (www.winenews.it) o melhor vinho tinto do mundo. Foi o escolhido, entre outros 10 mil vinhos de degustação, por renomados enólogos internacionais, durante um concurso britânico, com duração de duas semanas.  

O Lambrusco Reggiano Concerto 2009 Ermete Medici, produzido em Emilia Romana, também foi considerado o melhor espumante do mundo, no quesito qualidade e preço. 

O problema é que não é fácil de encontrar por aí. 

21/09/2010

Tra Qui e Li...

Questa è la prima volta che scrivo sul blog in italiano, questo perché siccome sono perfezionista con le parole, non mi piacerebbe sbagliare a scrivere. Ma oggi questo non mi interessa, perchè ho bisogno di imparare che tutti devono avere la possibilitá di sbagliare.  

Da quando siamo arrivati in Italia, ci siamo accorti che il tempo ha volato. Peró in queste due anni abbiamo fatto molto piú cose che avevamo fatto in tutta la nostra vita. Abbiamo girato un pochino l'Europa e scoperto che viaggiare è una delle cose piú belle e stimolante che esiste. Ci porta energia!  Ma sai qual è la cosa veramente importante che abbiamo imparato? Che la vita è molto piú speciale di quella che eravamo abituati nel brasile-americanizzato, dove il piú grande obbiettivo è lavorare e dove si vive per lavorare, quando il giusto dovrebbe essere esattamente il contrario. Parlo di un Brasile, dove la famiglia, purtroppo, non vieni in primo posto, dove i figli crescono e i genitori non vedono, perché sono sempre troppo impegnati per fare carriera e soldi. Magari questo non sia un scenario di tutto il Brasile, ma sicuramente della gigante San Paolo.

Abbiamo imparato un sacco di cose qui, ma principalmente ad essere persone un po' piú umili. Quando viviamo in nostro paese d'origine, dove conosciamo le leggi, la lingua, dove abbiamo la nostra professione e siamo riconosciuti, dove abbiamo l'appoggio della famiglia e degli amici, ci sentiamo i proprietari del mondo, ci sentiamo Re e Regina. Brutta illusione! Noi possiamo essere Re solamente di un minuscolo mondo creato per noi stessi. Invece, quando una persona decide ad uscire della comoditá che offre la patria, impara che nessuno è Re di niente. Secondo me, la prima cosa che una persona dovrebbe fare quando vai a vivere all'estero (indipendente del paese) è togliere il tacco alto e mettere le ciabatte Havaianas - riconosciuta in Brasile come i sandali dell'umiltá. 

Vivere all'estero non è facile, lontano di tutti e di tutto, ma sicuramente ci fa crescere e imparare ad avere pazienza per aspettare che le cose succedano. Quando tu sei imigrante sembra che aspetti molto di piú. Tante volte mi vieni la voglia di sparire e di andare a casa, ma allo stesso tempo mi vieni una paura di tornare al mondo di cui sono scapata e mi sento tra qui e li. 

Chi ci conosce sa che siamo venuti per scoprire altre modi di vivere, per fare le esperienze, per imparare le lingue, etc. Sapevamo che non sarebbe stato facile, abbiamo vinto diverse tape e adesso mancano ancora tante altre.  La maggior parte delle persone non capisce la nostra scelta perchè ha differente prioritá di vita, ma la veritá è che siamo troppo liberi per avere un'unico destino e per avere un'unica maniera di guardare la vita. Oggi devo togliere, al meno per un po', le radici delle fiore che ho piantato in Brasile, altrimenti queste radici non ci lasceranno andare avanti senza sofferenza e senza essere sempre divisi TRA QUI E LI. Il mio cuore è senza dubbio brasiliano, ma posso dire che anche l'Italia sta conquistando un spazio notabile e facendo con che la decisione di andare via sia cosi difficile come quella di venire in Italia, due anni fa. 

Adoro vivere nel pulmone del mondo perché è dove ho potuto vedere che il mio mondo era moltissimo piccolo, ma simultaneamente amo con tutto il core il mio caldo e semplice Brasile.
 
E per ora restiamo cosi ...TRA QUI E LI!
Ciao!

17/09/2010

Clarice Lispector

Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse sempre a novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias!

14/09/2010

Compartilho minha matéria publicada no DestaqueSP

http://www.destaquesp.com/index.php/Turismo/Lugares/cinque-terre.html


Cinque Terre mistura o selvagem e o charme natural



Cinque Terre_1
Vista da trilha de Vernazza
Foto: Erica Ritacco


Aventura, trilhas com subidas e descidas íngremes, muita vegetação, mar cristalino e montanhas por todos os lados. Este é o cenário do paraíso natural de Cinque Terre, localizado em Ligúria Oriental, no norte da Itália. Quem imagina que as únicas belas praias italianas são aquelas do sul como Calabria, Sicília, Sardenha ou Puglia está enganado. A apenas duas horas e cinquenta minutos de Milão é possível conhecer praias, que embora não sejam as metas tradicionais dos turistas, devem, sem dúvida, serem incluídas na lista do que fazer ao menos uma vez na vida.

Cinque Terre ou em português, Cinco Terras, é um parque nacional que compreende as cidades de Monterosso, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore. Considerado pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade, a terra de especialidades gastronômicas incríveis, é o destino ideal para quem aprecia a tranquilidade, mas também gosta das facilidades de estar perto da cidade.

O parque é ao mesmo tempo uma região rústica e elegante, com ruas pequenas e repletas de restaurantes e hotéis aconchegantes. Aqueles que preferem ficar ainda mais próximo da natureza, podem se hospedar em campings, que no geral oferecem infraestrutura de primeira.


Cinque Terre_2
Praia do Centro da cidade de Monterosso
Foto: Marcelo Ritacco


Cinque Terre_3
Arquitetura das casas de Corniglia
Foto: Marcelo Ritacco

O passeio à Cinque Terre pode ser feito de trem ou de carro, no entanto, convém estudar a possibilidade de deixar o automóvel em casa, porque se trata de uma região que dispõe de poucos estacionamentos e de inúmeras ruas com trafego limitado. Além disso, a viagem de trem (www.trenitalia.it) custará muito pouco: entre 12 e 20 euros, dependendo do horário de partida e da categoria do trem.

Existem três possibilidades para conhecer as praias. As pessoas que têm mais tempo disponível para curtir o lugar e querem fazer os passeios a pé, só precisam carregar umas garrafinhas de água e terem fôlego. A princípio as trilhas são cansativas e parecem difíceis, mas a paisagem faz valer cada passo. Já o turista que prefere conhecer o local, mas não deseja fazer caminhadas longas, pode se locomover com o trem, que além de partir em intervalos curtos, atravessa toda a região.

Em Cinque Terre é interessante comprar um bilhete diário de transporte, que oferece uso ilimitado. Esse bilhete custa cinco euros e está à venda nas bancas de jornais ou no tour point de cada cidade. O turista pode também fazer uma parte do passeio por trilha e outra com transporte público, pagando apenas oito euros ao dia. Por último, existe ainda a opção do passeio a barco, com valor de 19,50 euros por dia e que consente o uso ilimitado do barco e do trem.


Cinque Terre_4
Vista do início da trilha que vai de Vernazza a Corniglia
Foto: Erica Ritacco


Cinque Terre_5
Manarola
Foto: Erica Ritacco


Cinque Terre_6
Mergulho em Vernazza
Foto: Erica Ritacco


Duração Aproximada das Trilhas

Monterosso a Vernazza (3,8 km): 2 horas
Vernazza a Corniglia (3,4 km): 1h45
Corniglia a Manarola (2,8 km): 1 hora
Manarola a Riomaggiore (1 km): 25 minutos


Cinque Terre_7
Trilhas
Foto: Erica Ritacco


Cinque Terre_8
Trilhas
Foto: Marcelo Ritacco



Gastronomia


Cinque Terre sempre foi conhecida pelo vinho, pelo pesto e pela focaccia, mas produtos como o licor limoncino, a geléia de limão e o peixe acciughe também são tão típicos que merecem serem apreciados e até comprados para serem degustados depois.

Esse é o tipo de passeio que pode ser feito em curto período.


Mais informações:
www.parconazionale5terre.it




Confira também:
Turismo em Milão




Érica Moreira Ritacco
Érica Moreira Ritacco

ericamoreira@destaquesp.com

10/09/2010

Paris: para sempre a cidade da luz


Escreverei sobre nossa viagem à Paris com mais de um mês de atraso, no entanto, devo dizer que não foi por falta de interesse ou de tempo, mas sim porque não sabia por onde começar. Paris te apresenta uma gama enorme de informação visual, histórica e cultural e em um final de semana é impossível digerir todas elas. Nós já sabíamos que o tempo seria curto e mesmo assim decidimos ficar com esse gostinho de quero mais.
Louvre
Inicialmente tínhamos planejado passar a virada do ano de 2009 para 2010 em Paris, mas como tive que trabalhar, não conseguimos nos organizar. Tem males que vêm para bem. Passaríamos somente três dias lá e gastaríamos um absurdo por ser reveillon. Acabamos deixando para ir nos dias 24 e 25 de julho, infelizmente somente um final de semana. Conhecemos um casal de brasileiros (Luciano e Claudia Battistotti) e nos identificamos tanto que acabamos indo juntos. Foi uma surpreendente aventura. 
Eles dormiram em casa na sexta-feira, porque sairíamos às 4h30 da manhã. 
Atenção: compramos o vôo pela Ryanair, que como já mencionei em outros posts, aparentemente parece barato, no entanto, como o desembarque é fora da cidade é preciso adicionar o translado entre aeroportos e cidades, o que acaba saindo mais caro. Mais enfim, esse é somente um detalhe para ficarmos atentos ao barato que sai caro.
Fizemos um roteirinho para explorar o máximo possível a cidade, imprimimos o mapa da metropolitana e do nosso hotel. Isto foi imprescíndivel para aproveitarmos Paris. Se eu pudesse dar duas dicas seriam: 1 - programe-se de acordo o tempo que passará lá e leia um pouco sobre os locais e sua história. 2 - RESPIRE PARIS.

Fotos feitas no Louvre
Paris logo no início já é linda. Suas ruas largas, o rio Sena, o ar que te remete ao mundo intelectual boêmio de séculos atrás, a mistura do antigo com o moderno, a Torre Eiffel, a Notre Dame, o Louvre, a facilidade de locomoção por ali. Paris é tão mágica que nenhuma foto ou vídeo pode reproduzir a sensação louca que é estar lá. Meu espiríto parecia querer voar. Sensacional! 

Coloco abaixo nosso rascunho original de roteiro. Faltam somente os mapas, que não consegui inserir aqui.

Roteiro
Sábado
A - Porte Maillot  (chegada do Onibus)
B - Arco do Triunfo / Champs Elysées - Charles de Gaulle - Étoile
C - Museu Louvre - Concorde
D - La Conciergerie - CitèEndereço:
E - Notre Dame - Citè

Domingo
A - Torre Eifell - Bir-Hakeim/ École MilitaireEndereço:
 Endereço: - - / B - Jardim de Luxemburgo - Odéon (não deu tempo)
C - Moulin Rouge - BlancheEndereço:
D – Gare de Lyon - Gare de Lyon (não deu tempo)
E - Sacré Coeur – Não tem metrô
Se der tempo iremos para Versailles (fora cidade)  - Partindo da Champ de Mars - Tour EiffelEndereço:‎/VERSAILLES RIVE GAUCHE - CHÂTEAU DE VERSAILLES (26min – 3,00biglietto(nao deu tempo)

Esse foi o trajeto que fizemos e foi bom demais. No primeiro dia andamos tanto, mas tanto, que sentíamos uma dor terrível nos pés e nas pernas. Só no Louvre passamos quatro horas, onde aproveitamos para descansar e comer algo. 

Quando saimos de lá o Má estava quase se rendendo ao cansaço, queria ir para o hotel tomar um banho e dar uma "breve" cochilada. Como conheço meu marido preferi convencê-lo a continuar, caso contrário estaríamos dormindo até agora...rs

Enfim, no sábado, às 22 horas mais ou menos fomos até a Torre para vê-la de noite e no dia seguinte subimos de elevador. Veja abaixo uma tabelinha com os horários que encontrei no site da Torre: 



Daily Elevators Steps
From January 1 to June 17 9:30am to 11:45pm
Final lift up at 11:00pm
(10:30pm for top floor) 
9:30am to 6:30pm
Final admittance 6:00pm
From June 18 to August 28 9:00am to 00:45am
Final lift up at midnight
(11:00pm for top floor)
9:00am to  00:45am
Final admittance  midnight
From August 29 to December 31 9:30 am to 11:45 pm
Final lift up at
11:00pm

(10:30pm for top floor.)
9:30am to 6:30pm
Final admittance  6:00pm

Na Notre Dame encontramos artistas com diversos talentos, entre eles um grupo de capoeiristas que reunia gente de todas as nações para assistí-los. Tinha até muçulmanos batendo palmas para acompanhar a capoeira. Aliás, como já comentei com uma colega de blog, a Lucy (http://www.flanancias.com) que esteve durante um mês em Paris e que pode contar muito mais esta cidade maravilhosa, notei que ali os imigrantes são muito mais integrados na sociedade, realidade bem diferente da italiana,  mas esta é uma conversa à parte. 





Amei tudo, mas me senti mesmo atraída pelo Sena e por uma espécie de ponte que o cortava e que era servia como ponto de encontro. Este local tinha um clima muito bacana, pois o pessoal levava toalha de mesa, vinho, lanches e simplesmente curtia a tarde sentados no chão. Sensacional 2.
Aqui o pessoal tomava vinho e olha embaixo o visual
Essa era a paisagem

Era quase meia noite e ainda não tínhamos chegado no Hotel, que nos trouxe algumas pequenas surpresas. Exaustos como estávamos, só pensávamos em um banho quente e uma cama. Chegando no quarto... "onde está o banheiro?". Pois é, não tinha! Era comunitário e me disseram que aqui na Europa tem dessas, é preciso ficar atento porque alguns hotéis têm banheiros comunitários. Bom, era limpissimo e tomamos nosso banho. Segundos depois tudo ESCURO. Só me lembro de acordar às 8h30 da manhã para o café e o último dia de aventura. O Má abriu a janela do quarto e... CEMITERIO! Cara, a vista de nosso quarto era para um cemitério gigante. Bom, era hora do café da manhã e de ir embora. 

Fomos ao Sacrè Coeur, Eiffel, Moulin Rouge, onde comemos uma pizza terrível e em seguida viemos embora. Falta tanto para ver ainda, para apreciar, conhecer Versalles, o museu D'Orsay, Jardim de Luxemburgo e explorar locais menos turísticos. Eu acompanhei todos os posts da Lucy quando ela foi para lá e só aumentou minha vontade de voltar. A gente já conheceu por aqui diversos lugares e muitos deles apesar de bonitos não merecem mais do que uma visita, mas Paris e Barcelona são daqueles lugares para se voltar sempre.

Informações que podem ajudar

Louvre (http://www.louvre.fr): o bilhete de entrada em finais de semana custa 9,50. Todas as quartas e sextas-feiras, das 18h às 21h45 a entrada é mais barata: 6 euros. Jornalistas e professores que apresentam a carteirinha

Torre Eiffel (http://www.tour-eiffel.fr/index.html): do meio de junho a agosto, a Torre funciona das 9h à 0h45. Para subir no primeiro segundo em final de semana paga-se €8,10 euros e para ir até ao topo €13,10, de acordo com o período do ano. 
vista da Torre Eiffel
Notre Dame
Moulin Rouge
Apresentação em frente à Notre Dame
Nós quatro
Visão da Torre
Coleção Egipcia

08/09/2010

Encontro de família

No mês passado tivemos o prazer de receber uma nobre visita em Milão: meus tios Osmar e Izaura - que moram no interior de São Paulo - e minha prima Renata - que vive no Sul do Brasil - fizeram um tour pela Europa e nos telefonaram para nos encontrarmos. Na realidade foi uma visita muito breve, pois eles chegaram na cidade às 16 horas e partiram às 7 da manhã do dia seguinte. Nos encontramos às 21h30 e fomos apresentar a verdadeira pizza italiana em um restaurante em Naviglio, que diga-se de passagem, na minha opinião oferece uma das melhores pizzas de Milão, seja em termos de sabor que de variedade. 

Ficamos juntos até mais ou menos meia noite, ou seja, pouquissimas horas, mas foi o suficiente para matar a saudade que existia desde 1991 mais ou menos. Sim, não os via desde a época em que eu era uma garotinha, que nunca imaginaria morar na Itália, local que no final das contas foi nosso ponto de encontro. Eu nunca mencionei no blog a existência de uma das pessoas mais importante da minha vida, meu avô Manuel, que embora tenha falecido em 1993 ainda representa muito para mim. Meu tio Osmar é irmão do meu vô e só de observá-lo em todas as suas semelhanças me fez bater uma forte saudade. Tive recordações de maravilhosos momentos vividos. Aliás, na última vez em que estive com meus tios, meu avó estava vivo e estávamos todos juntos em sua casa de praia. Foi muito bom tê-los revisto mesmo que rapidamente, porque a vida é feita disso, desses pequenos e simples momentos que nos fazem felizes e nos deixam lembranças para toda a vida. 

Momentos que só fazem reforçar que nossa decisão de viver intensamente cada minuto é a correta. Não levamos nada desde mundo, portanto, plageando alguem: só quero viver, enquanto estiver viva. 

nós muito felizes