31/03/2011

Minas Gerais: cachoeiras, trilhas e cayons, verdadeiro paraiso natural

Você gosta de aventura, natureza e passeios mais selvagens? Se a resposta é sim, reserve uns dias para conhecer lindissimas e atraentes cachoeiras e piscinas naturais no meio desse Brasilzão, que parece não ter fim. Desta vez, trata-se da cachoeira Lagoa Azul, da Cascatinha e do Canyon dos Tucanos, três locais fantásticos localizados no Mar de Minas...

Mar de Minas? Yes! Estou falando do imenso Lago de Furnas, que com seus paredões rochosos de até 20 metros de altura e suas águas cristalinas, com cores que variam entre verde, azul e dourado, é considerada uma das mais belas obras construídas pelo homem. O lago possui uma dimensão de 1440 km2 e compreende 34 munícipios que recebem muitos turistas brasileiros e estrangeiros, dispostos a fugir do stress das grandes capitais. 




Forte em ecoturismo, o viajante tem muitas opções para se divertir ali, pois além de poder degustar da deliciosa gastronomia mineira, não faltam oportunidades para praticar trekking, rapel, escaladas e passear de lancha ou chalana.

Uma das cidades mais próximas e que pode ser considerada ponto de apoio para quem deseja passar por ali é Capitólio, que inclusive tem uma boa infraestrutura para hospedar turistas do mundo todo, apesar de que num local como este vale a pena até acampar.

Infos:
Cachoeira Lagoa Azul - Acesso pela MG-050 (direção a Passos) no km 311

Passeios de lancha (Restaurante do Turvo) - 3373 1506
Passeio de escuna (Restaurante Empório Lagoa Azul): 3527 4000



24/03/2011

Sinopse A Sombra do Vento / L'Ombra del Vento


Escrito por Carlos Luiz Zafón, A Sombra do Vento conta duas estórias simultâneamente: uma sobre o jovem Daniel Sempere e a outra sobre o escritor Julián Carax. Ambientado em Barcelona, em 1945, o livro permite uma verdadeira viagem por suas ruas e faz com que seja possível vivenciar um pouco de sua atmosfera gótica e misteriosa.

Tudo começa quando o menino de 11 anos, Daniel Sempere, é levado por seu pai ao Cemitério dos Livros Esquecidos, uma biblioteca secreta que conservava títulos que há anos tinham sido deixados de lado.  Ali seu pai lhe disse para escolher um livro de presente, aliás, livro que mudaria sua vida para sempre... 

Algum tempo após conhecer a história de A Sombra do Vento, Daniel passou a ser perseguido por um homem, que se denominava Lain Coubert - personagem do livro de Carax - e que tinha total interesse em comprar os títulos com o único objetivo de queimá-los. Sem compreender o que estava acontecendo, o garoto começou a investigar a vida do autor e o motivo pelo qual seus livros estavam se tornando cada vez mais raros. Anos mais tarde, ao conhecer Fermim Romero Torres, que se transformou em seu grande amigo e companheiro de trabalho, passou a dedicar tardes exclusivamente para descobrir quem realmente tinha sido Julián Carax. A partir deste momento, Daniel colocou em risco a vida de todos aqueles que amava, pois apesar de a história de Carax ter sido repleta de amor, fidelidade e amizade, foi também cheia de traição, ódio e vingança. Quando Daniel percebeu que se tratava de muito mais do que a história de um livro e que existiam muitas semelhanças entre a ele e autor, iniciou uma busca obcessiva pela verdade sobre Carax.

O livro é bom, mas por motivos pessoais demorei mais de três meses para finalizá-lo. Não foi o tipo de literatura que prendeu muito a minha atenção, pois comecei a lê-lo em meses em que tive que resolver umas pendências, ou seja acabei perdendo a concentração e a vontade de ler. Isso com certeza influenciou um pouco o minha opinião final, mas preciso ser justa: o livro é bom, intrigante e muito descritivo. Ao mesmo tempo que Zafón torna possível sentir o frio invernal, a neblica e a neve caindo pelas ruas de Barcelona,  consegue mostrar, por suas descrições, o quanto a cidade é mágica. Bem, eu sou apaixonada por Barcelona por isso foi uma delícia poder viajar pelo bairro gótico, por Ramblas e imaginar aquelas casas antigas... 

É uma boa pedida!

23/03/2011

Brasil X Itália

Agora que faz mais de uma semana que voltamos para a Itália, consigo escrever friamente sobre a experiência de visitar a pátria como turista e ao mesmo tempo de deixá-la para voltar à rotina.

Quando chegamos no Brasil fomos surpreendidos por muitas situações diferentes das que estávamos acostumados. Por aqui, ouvíamos e líamos nos jornais matérias sempre muito otimistas sobre o nosso País e ficávamos muito felizes ao saber que em poucos anos o Brasil poderá ser considerado uma grande potência mundial, ainda que com sérios problemas de desigualdade social e educação. Estávamos esperando muita evolução e crescimento em São Paulo, mas sem levar em consideração que, na maioria das vezes, essa transformação  econômica vem acompanhada de baixa qualidade de vida.

A verdade é que, em nosso ponto de vista, ou as coisas pioraram neste quesito ou eramos tão 'bitolados' que achavamos normal viver para trabalhar, sem ter tempo para família e diversão. Em nossa realidade valia a pena para ter ascensão profissional. Ao encontrarmos nossos amigos percebemos que hoje se trabalha ainda mais do que há três anos e que o tempo para fazer o que se gosta tem se tornado cada vez mais escasso. Lógico que não existe o certo ou o errado, já que cada um vive da maneira que se sente feliz.

Além disso, nossa segunda decepção veio com  a pouca infraestrutura de São Paulo: revivenciamos o drama das enchentes, já que tivemos que cancelar diversos compromissos porque até uma simples chuvinha fazia parar absolutamente tudo. Não preciso nem citar a questão da poluição. Em Milão as pessoas reclamam do índice de poluição e quando ultrapassam o limite ideal, os cidadãos ficam impedidos de sair de carro. Não sei se antigamente São Paulo era assim e eu não me dava conta ou se realmente piorou e muito. E os preços? Como eu sempre falo: com €200 faço uma compra do mês recheada, já no Brasil com R$ 200 não se compra nem arroz e feijão. Para viver em São Paulo é preciso ser muito capitalista e entrar nesse ritmo de trabalho frenético, ao contrário não se vive, sobrevive. O único problema é que se você tem um filho e trabalha como um "louco" terá que delegar para a Babá a responsabilidade de educá-lo.

Quando viemos para a Itália, nossos objetivos principais eram fazer a cidadania, adquirir experiência de vida - que seria consequentemente levada para o âmbito profissional -, ir para a Inglaterra com a finalidade de estudar inglês para quando voltassemos ao Brasil sermos mais valorizados e bem remunerados pelo mercado. Esses foram  os motivos que impulsionaram a nossa suposta aventura pela Europa. Agora que fomos ao Brasil, nos sentimos um pouco 'em crise' porque notamos que vários dos valores que adquirimos no decorrer de nossa vida têm mudado aos poucos. Hoje valorizamos muito o "viver bem" e não somente a carreira e um salário alto. Aprendemos que podemos ser muito felizes tendo uma vida simples, sem ter o salário top-top; que precisamos ter conforto, mas que o conforto é relativo. O imprescindível é poder viver, viajar, comer bem, ter união, educar nossos filhos com valores um pouco diferentes daqueles impostos por uma sociedade altamente capitalista. 

Por tudo isso, vivemos uma crise de valores e vontades, vivemos o caos interno, pois apesar de tudo é no Brasil que estão as pessoas que amamos e que infelizmente passamos pouco tempo juntos. Estamos deixando de ver nossos irmãos e sobrinho crescerem, deixando de estar com nossos pais com frequência e isso é o que nos faz sentir down tantas vezes. Neste momento estou me dando conta que a Erica e o Marcelo que saíram do Brasil em 2008 já não são mais os mesmos. Se hoje temos como projeto ir para Londres estudar inglês não é somente para poder ganhar mais do que antes, mas sim para adquirir uma outra experiência de vida e porque simplesmente gostamos da língua. Quem sabe o retorno financeiro venha, mas como consequência e não como meta principal, porque o foco hoje é ser feliz o máximo possível. 

Nem todos sabem, mas nos três primeiros dias depois que voltamos fiquei um pouco depressiva e o único motivo pelo qual me senti assim foi a distância da família. No dia em que desembarcamos na Itália, nos questionamos muito, mas devo ser sincera que a única razão dessas dúvidas foi o vazio que a ausência de nossa família causa.

Sobre a profissão de jornalista, tenho que assumir que não é fácil estar distante. Preciso encontrar a solução para fazer algo mais próximo à área de comunicação, mas enquanto isso tento não sofrer, pois sei que com iniciativa, dedicação e paciência chegarei lá. Aliás estou começando a entender finalmente que trabalho não é um fim, mas sim um meio. Nunca deixei de conquistar algo a que me propus, por isso não desisto de estudar a lingua italiana e de exercer sempre meu olhar jornalistico, mesmo que em alguns momentos eu prefira não viajar sozinha em meus pensamentos, pela simples razão de que são capazes de enlouquecer qualquer ser humano.

Aliás, fico por aqui antes que você também comece com a pirar!

Erica Ritacco

20/03/2011

Pincelando nossas férias...

Olá amigos,

Eccomi! Estou de volta após nossas férias ao Brasil. Realmente precisávamos rever as terras brasileiras, nossas famílias e amigos. Passamos momentos muito bons e tivemos algumas surpresas. Fomos recebidos com carinho pelos amigos leais e nossos parentes. Conseguimos fugir desse frio infinito (embora estivesse chovendo demais em São Paulo) e  tivemos a possibilidade de ver nosso Brasil, pela primeira vez, com os olhos de quem enxerga de fora.

Vou contar um pouquinho do que fizemos por lá: além dos churrascos, aliás muitos churrascos, viajamos com a minha família para Passos, em Minas Gerais, onde desfrutamos de maravilhosos momentos com meus primos Renê e Tuca. Em Passos, às 20hs fazia 37 graus e a gente ainda estava na piscina, com uma caipirinha na mão. Eu não fazia idéia do quanto Minas é bonita e olha que conhecemos somente uma pequena parte. Nos levaram para passear de lancha no Canyon dos Tucanos, na Cachoeira Lagoa Azul, entre outros lugares localizados a cerca de 30 minutos de Passos. O vídeo que você vê na postagem anterior foi gravado na Lagoa Azul, um dos lugares mais paradisíacos que eu já vi. É selvagem e natural! 


Canyon dos Tucanos. Essa fenda dá passagem a um outro Canyon
Hidromassagem Natural na Cascatinha

Procurando um modelo para a revista G?
 
De lá rodamos 700 km (passamos nove horas na estrada) para irmos até Ilha Solteira, onde moram meus tios Osmar e Izaura. Como sempre, fomos tão bem recebidos que ficamos tristes de termos que ir embora. Conhecemos a Usina Hidroelétrica de Ilha Solteira - maior do Estado de São Paulo e 3ª maior do Brasil. Fizemos uma visita master e em seguida fomos conhecemos a Prainha. Foi em Ilha Solteira que comi o melhor peixe da minha vida. De verdade, nunca tinha degustado uma peixada tão gostosa. Não passamos vontade de comer nada.  Meus tios fofíssimos fizeram pastéis (me afundei neles), churrasco, bolo, etc. Nossa vida dura era passar o dia inteiro entre degustar as delícias da tia e aproveitar o dia quente e ensolarado, em belissima companhia na piscina.
Passeio pela Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira
Prainha, Ilha Solteira


Esperando o peixe
 Até este momento nossas férias estavam apenas começando, embora o tempo fosse  curto demais: depois de dois dias e meio partimos em rumo à Olimpia - interior de São Paulo - para passar um dia nas Termas dos Laranjais, um imenso parque aquático de águas termicas. Nossa, como nos divertimos e acreditem se quiser, a água era tão quente que era impossível entrar em algumas piscinas.
Parque Aquàtico de Olimpia
 

De lá voltamos para São Paulo para curtir com a outra parte da nossa família. Voltamos a comer de modo inimaginável e a fazer nossos churrascos básicos. Ai que feijoada, que lazanha! Vimos nossos amigos e famíliares, resolvemos pendências pessoais, como ir ao dentista e dar um destino aos nossos móveis que estavam guardados, entre outros. Fizemos muita bagunça e acima de tudo vivemos um pouco da rotina frenética de SP. A verdade é que esses 24 dias no Brasil foram uma loucura total, em que corríamos de um lado a outro da cidade para ver as pessoas. Quase não tivemos tempo para encontrar nossos amigos... que gostinho de quero mais  que sinto agora. 
Eles cresceram, mas sao os mesmos de sempre
Amigas
Sempre juntas, mesmo com a distância

Ganhamos de presente até um show. A banda do meu pai se apresentou em um barzinho  em nossa  última sexta-feira antes no Brasil. Para fechar com chave de ouro nossa despedida foi com um delicioso churrasco na casa da mamma no sábado e com aquela feijoada na sogrinha no domingo.
love
 

Depois de tudo isso, não preciso dizer o quanto foi difícil voltar, né? Foram três anos distante do Brasil e muitas coisas mudaram - umas para melhor, outras nem tanto - outras continuam igual. Tivemos algumas decepções, mas a maior parte do tempo foi de plena felicidade. Já sinto muita saudade de casa, da Mel, da Vivi (segunda cachorrinha), da mamma, do papà e fratello. Sinto muita saudade das cúnhadas Mi, Va Nessa, sogrinha, do gostoso Gá e Sandrovisky. Sinto saudade de todos os meus amigos, mas a vida continua e hoje a vida é aqui! Viva a felicidade plena!