05/07/2011

Novos cidadãos italianos em 2010


O Ministério do Interno italiano publicou dados referentes à concessão da cidadania italiana aos imigrantes durante o ano de 2010. Segundo o Ministério, no ano passado foram concluídas positivamente 40.223 práticas de cidadania, seja por residência que por casamento.

Entre as nacionalidades que mais se destacaram por ter o direito ao novo passaporte estão: Marrocos (6.952), Albania (5.628), Romania (2.929), Peru (1.377), Brasil (1.313), Tunisia (1.215), Ucrania (1.033), Polonia (974), Egito (912), Russia (821) e outros (17.029).

O total de novos italianos por matrimonio chega a 18.593 e neste quesito o Brasil também se destaca em terceiro lugar com 1.210 práticas finalizadas, perdendo somente para o Marrocos (2.135) e Romania (1.570). Em quarto lugar surge a Albania (1.166), seguida pela Ucrania (984), Cuba (811), Argentina (783), Russia (745), Moldava (683), Polonia (657) e tantos outros países.

Os dados apontaram que entre os brasileiros são as mulheres que mais conquistam a cidadania por matrimonio. Veja abaixo:

Mulheres brasileiras /faixa etária / práticas concluídas

de 20 a 29: 275
de 30 a 39: 447
mais de 40: 302

Homens brasileiros /faixa etária

de 20 a 29: 37
de 30 a 39: 70
mais de 40: 79

Enquanto em 2010 a quantidade de mulheres que se tornaram cidadãs, por casamento, foi de 1.024, a de homens brasileiros que ganhou a cidadania foi de somente 186. É uma diferença razoável que mostra que as brasileiras conquistam o coração dos italianos com muito mais facilidade do que os brasileiros conquistam as italianas. No ponto de vista de um amigo italiano isso acontece porque as mulheres italianas são chatas e independentes demais, o que faz com o brasileiro também não se interesse por elas.

Já quando o tema é cidadania por tempo de residência o Brasil praticamente nem aparece. Quem figura no topo é o Marrocos (4.817), a Albania (4.462), a Romania (1.359), a Tunisia (842), o Peru (788), o Egito (571), a India (553), a Macedonia (537), a Servia (534), Bangladesh (464), etc.

A Província que mais concedeu a cidadania italiana durante o ano de 2010 foi Milão com 3109, sendo 1.585 por casamento e 1.524 por tempo de residência. Os menores números vieram de Sondrio, que concluiu somente 114 práticas, ou seja 55 por casamento e 59 por residência.

Observando os gráficos noto que a maioria dos novos cidadãos italianos são os marroquinos, o que sinceramente me deixa boquiaeberta visto que em geral não são bem vistos e bem vindos pela população em geral. Sim, isto implica um pouco de preconceito do ponto de vista religioso, mas principalmente no que se refere ao comportamento do sexo masculino. Mas isso não vem ao caso, o que chama a atenção é a grande fatia de italianos casados com marroquinas e que consequentemente possibilita a aquisição do passaporte italiano. Vejam os dados abaixo:

Marrocos

Cidadania por casamento
Mulheres: 1.746
Homens: 389

Cidadania por Residência
Mulheres: 1.436
Homens: 3.381

Para finalizar, vale dizer que a maior parte dos novos cidadãos está classificada como trabalhador operário, com pouco grau de instrução.

Leia Mais - Ministério do Interno

2 comentários:

Anônimo disse...

MINHA NOSSA NOS BRASILEIROS TEMOS DIREITO POR SANGUE E TEMOS TANTA DIFICULDADE PARA CONSEGUIR ESTA CIDADANIA DIGO POR EXPERIENCIA PROPRIA, POIS A MINHA MESMO SENDO FEITA EM TREVISO ITALIA, LEVOU OUITO MESES DEPOIS DE MUITO SOFRIMENTO TODOS OS DIAS, ENQUANTO MARROQUINOS CONSEGUIAM TRABALHAR NORMALMENTE, ME REFIRO AQUELES QUE CHEGARAM BEM DEPOIS DE MIM. MEU PAI É FILHO DE PORTUGUESES E MINHA CIDADANIA É POR MINHA MAE, MAS QUANDO TENTEI A PORTUGUESA, A RESPOSTA QUE TIVE DO CONSULADO FOI QUE SÓ SE MEU PAI PRIMEIRO DESCENDENTE DO IMIGRANTE VIVO, AGORA ITALIA, LIBÉRA ATÉ PRA QUEM NAO TEM DIREITO SANGUINEO E OS BISNETOS DOS SEUS QUE VIERAM PARA O BRASIL SOFREM PARA SEREM RECONHECIDOS, ISTO NAO É JUSTO!
CONVENHAMOS NOS BRASILEIROS SOMOS TRABALHADORES, INTELIGENTES, RESPONSAVEIS, CRIATIVOS, ESPERTOS, DINAMICOS, ALEGRES E AMIGOS, O PAIS QUE NOS RECEBER DEVIA LEVANTAR AS MÃOS PROS CÉUS!

Erica Moreira disse...

Olá Anonimo, pena que você não deixou o seu nome.

Sei bem do que está falando. Quando eu e meu marido viemos para a Itália sabíamos que a lei proibia de trabalhar aqueles que tinham permesso de "attesa di cittadinanza". Por isso nos programamos bem, de modo a não corrermos o risco de ficar sem dinheiro. No entanto nenhuma programação é tão genial para cobrir todos os gastos de viver na Europa sem trabalhar. Quando chegamos nossa despesa mensal base era de 1 mil euros, ou seja 3 mil reais (na época). A cidadania do meu marido (descendente de italiano) saiu em sete meses, isso porque fomos fazê-la em uma cidade pequena, onde ninguém te dava emprego. Ao mesmo tempo eu via aquele monte de estrangeiros que não tinha nenhum tipo de elo com a Itália, mas que podiam ter uma vida normal (trabalho, tessera sanitária, etc). Não tenho do que reclamar, pois tivemos a oportunidade de viver uma fase que única, mas ao mesmo tempo é revoltante, pois é nítido que o governo italiano quer mesmo é dificultar a vida de quem viria fazer cidadania. São poucos aqueles que podem deixar tudo para fazer o documento e são muitos os que voltam para a casa sem ter concluído o objetivo.

Eu parto do princípio de que o descendente por "sangue" é na teoria e na prática, italiano, só está em fase de reconhecimento, portanto não tem o menor sentido um marroquino ter mais possibilidades ou regalias do que um filho ou neto de italiano.

Erica