16/08/2011

Livro Um Dia


Já considerado um clássico da literatura inglesa, a obra Um Dia, de David Nicholls, é um romance muito envolvente que fala sobre a vida de dois jovens que acabaram de concluir a faculdade, Emma Morley e Dexter Mayhew. A história começa em 15 de julho de 1988, quando os dois se formaram e passaram a noite juntos. Daí nasceu uma grande amizade - repleta de altos e baixos - que poderia se transformar em um sentimento novo para ambos.

Ela, uma jovem muito centrada, insegura, de certo modo anti-burguesa, com o grande ideal de mudar o mundo ou de fazer ao menos uma pequena diferença, deixando sua marca. Ele, um playboy convencido, filhinho de papai, que só pensa em viajar pelos quatro cantos do mundo. Sem nenhuma meta profissional, Dexter é um garanhão que nunca está sozinho. A única coisa em comum entre os dois é o amor e amizade que um sente pelo outro. Nem as brigas, nem as milhas de distância que os separam são capazes de estragar esse sentimento. O interessante é que cada parágrafo do livro descreve um dia do ano na vida de ambos e o autor consegue fazer com que você compreenda como está a vida deles somente contando um dia do conturbado estilo de vida de cada um. 
Não escreverei muito sobre a obra, porque corro o risco de contar a moral e o final da história, no entanto acho que a leitura vale muito a pena, pois reflete um pouco de nossas vidas no decorrer dos anos. Um das primeiras perguntas que eles fazem em 1988 é "como será que estaremos daqui a 20 anos?" David Nicholls revela os próximos 20 anos de Emma e Dexter e isso pode fazer muita diferença para o leitor também. 

E você, já pensou como será a sua vida daqui a 20 anos?

Boa leitura!

PS: O filme estréia no cinema, nos Estados Unidos, em 26 de agosto. Estou ansiosa para que chegue por aqui em breve. Assista o trailer SOMENTE SE VOCê NAO FOR LER O LIVRO!

08/08/2011

A Holanda que você não conhece!

Neste final de semana recebemos a visita de uma querida amiga que vive há três anos na Holanda e de sua mãe que veio do Brasil. Atualmente a minha amiga já está bem integrada na sociedade, estuda doutorado, namora há anos um holandês e vive a rotina da cidade. Isto tudo para dizer que ela nos contou algumas curiosidades da vida por lá, detalhes que um turista não consegue presenciar.

Mudando de casa
O primeiro detalhe a ser mencionado é que os holandeses, EM GERAL, são muito práticos e pouco dramáticos. Digo EM GERAL porque nesta praticidade existem algumas poucas, mas grandes contradições. Vou citar uma delas:

Quando você se muda de uma casa alugada para outra é necessário retirar os pisos. É isso mesmo, você não entendeu errado! Consequentemente, se você está de mudança para outra casa alugada, a mesma não terá pisos, por isso se der sorte do tamanho ser igual poderá utilizar o piso da casa antiga. Caso contrário, terá que gastar dinheiro para comprar outros e colocá-los na nova residência. Minha amiga comentou que lá existe muita propaganda/publicidade/anúncios de venda de pisos. Perguntei quanto custa para retirar o piso e ela disse que na maioria das vezes, os próprios moradores fazem o trabalho para não terem que pagar. Eu não entendi muito bem este raciocínio, mas deve existir uma lógica nisto. Vivi, se você descobrir, me avisa.



Lavando louça
Sabe como eles lavam louça por lá? Enchem a pia com água bem quente, colocam detergente e com uma escovinha (não a bucha) começam a ensaboar os copos, pratos, talheres, panelas, etc. Após isto, sem enxaguar eles colocam no escorredor e usam assim, sem enxágue. O holandês afirma que este modo de lavar é higiênico.



Falando em praticidade
Ela me contou também que conhece um casal que sempre divide as tarefas em casa e que eles definiram os trabalhos de cada um. Ficou resolvido que a moça sempre prepararia as refeições e que ele lavaria a louça. Resultado: logo em seguida o rapaz chegou em casa com uma máquina de lavar louça.  Quer maior praticidade do que esta?



Merenda
Sabia que o holandês leva lanche para o trabalho, pois muitos não recebem ticket refeição e que o almoço é caro por lá? Isso é bastante comum na Europa, mas o interessante é que eles levam o lanche em recipientes próprios, mais do que uma "lancheira". O potinho deles tem o lugar da fruta. É um recipiente feito para colocar o pão, a banana ou maçã (dentro tem o espaço no formato da fruta, do pão). Ela estava contando que a princípio estranhou quando viu aqueles homens engravatados, professores de universidade simplesmente abrirem seus recipientes e tirarem a banana da espécie de "lancheira".



05/08/2011

Apartamento em Berlim

Recebi um e-mail de uma amiga com a dica de um apartamento para alugar, durante as férias de verão, na Alemanha, mais especificamente em Berlim. Embora a cidade ainda esteja na minha lista dos lugares para serem vistos, acho que vale a pena registrar no blog os dados do apartamento e contatos da proprietária, pois além de me auxiliar futuramente, poderá ajudar quem pretende visitar Berlim.

O apartamento fica no 4o andar, tem 80 metros quadrados, dois quartos, cama de casal, sofá-cama para duas pessoas e para melhorar é todo equipado (máquina de lavar, internet sem fio, etc). Localizado a somente 13 minutos do metrô Alexanderplatz, oferece a comodidade de estar em um bairro vizinho a vários bares e ateliês. Eu não conheço o local, mas pelas fotos parece ser bem simpático.

- Endereço: Schierker Str. 21, 12051 Berlin
- Localização: entre S + Str Hermann U. e U8 str Leine.
- A apenas 20 min conexão direta S-Bahn para o Aeroporto Schönefeld

O preço para uma semana no verão é € 200

Deixo o contato da proprietária para quem tiver interesse. 
Contato: Tania - taniotis@googlemail.com
Tel: + 39 328 6768061








02/08/2011

Il bello e il brutto di Agosto


No Brasil pouca gente sabe que em agosto a Itália praticamente pára. Quando eu vim para cá, eu não fazia idéia de que as coisas funcionavam assim. Ao chegar em Milão para trabalhar achei um absurdo as lojas e restaurantes simplesmente fecharem. Pensei: "como pode em pleno verão tudo fechar? E quem trabalha neste período? E onde os turistas almoçam? blá blá blá..."

Contarei um pouco da rotina em Milão no mês de agosto, mas vale dizer que o cenário se repete na maior parte das cidades que não possuem mar. A partir do dia 1 de agosto muitos bares, restaurantes, sorveterias e até farmácias já estão fechados e reabrem somente no final do mês. Quem trabalha neste período deve levar um lanche para o escritório ou se preparar para caminhar muito em busca de um lugar para comprar um panino. Segunda-feira, 1 de agosto, saí em busca de uma farmácia, mas estava fechada, com o aviso de que reabrirão dia 22. Caminhei bastante procurando outra, que também estava com as portas trancadas. Após 20 minutos andando acabei desistindo. A história se repetiu na hora de ir tomar um café depois do almoço. Sem chance, os bares também já estão de férias.

 Em segundo lugar: existe uma redução considerável na quantidade de transportes públicos que estão nas ruas. Quem conta com ônibus ou linhas de metrô para se locomover deve saber que se deparará com longas esperas. Se em um mês comum os trens partem a cada um minuto e meio, durante agosto a espera pode chegar a até dez minutos. Isso sem falar dos trans (trens elétricos), que ao invés de partirem com uma frequência de cinco minutos, pode te deixar esperando meia hora. Digamos que nos horários de pico o intervalo é um pouco menor, mas quem trabalha no período da tarde sabe que a espera será realmente longa e que pegará trem lotado.

Para quem fica na cidade também existem os lados bons: em primeiro lugar as ruas ficam vazias e mais facilmente transitáveis em bicicleta. A cidade vira uma paz! Segundo: é possível encontrar lugar para estacionar o carro, o que é sensacional em Milão, onde a população estaciona até em cima das calçadas. Terceiro: as férias em agosto são caríssimas e portanto quem consegue viajar antes ou depois, sem dúvida acaba economizando.

Por fim, como em julho e agosto as lojas fazem saldo dos mais diversos artigos de verão, quem fica por aqui pode aproveitar e ir aos grandes centros comerciais como Vicolungo e Serravale para fazer umas comprinhas sem gastar tanto e sem pegar fila.