10/02/2012

A melhor foto do ano 2012

Com a foto de um ferido sendo abraçado por uma mulher com o rosto encoberto por um véu, capturada nas revoltas do Iêmen, o fotógrafo espanhol Samuel Aranda se tornou o vencedor do World Press Photo 2012, o prêmio internacional mais importante de fotojornalismo. Escolhida a melhor entre as 100.000 fotografias prè selecionadas....

Complimenti!

http://www.samuelaranda.net/

06/02/2012

A incompetência tolerada

Hoje chamamos a assistência técnica porque o servidor da empresa estava desligando e consequentemente os computadores também. Quando o técnico chegou, explicamos o que houve e ele nos disse para retirarmos as tomadas da corrente elétrica, pois com certeza seria um problema de sobrecarga. Informamos que não era possível, pois sempre funcionou bem e já que não ligamos nada de anormal na tomada, a conclusão dele não fazia sentido. Ele respondeu: "bem, se a chave do servidor desativar, desliga a máquina de água, se ainda assim desativar, desliga a máquina de café e o microondas". Só faltou dizer que se ainda assim 'caisse' deveríamos desligar o computador, que o problema estaria resolvido. 

Não sei se eu tive sorte de trabalhar com gente competente em minha vida ou se realmente a incompetência por aqui é que é gritante. O pior é que mais do que gritante, ela parece ser normal e aceita pela sociedade. Ficamos tão boquiabertos que não tivemos reação a não ser chamar o eletricista, que nos comunicou que estava tudo normal. Ele mencionou algo incrível: algum equipamento eletrônico estava consumindo muita energia, mas que não teria como procurar o problema. Bem, se ele não podia procurar o problema, imagine a gente. Moral da história, NADA RESOLVIDO!

Abaixo insiro um pequeno episódio do programa italiano chamado I Soliti Idioti (transmitido na MTV) que representa um bom exemplo do atendimento e serviços oferecidos na Itália. É lógico que estou generalizando e que toda a generalização é burra, mas acho que vou correr o risco de emburrecer.  Segue o vídeo, engraçado mas real:




05/02/2012

Retornando aos poucos


Começo a escrever este post me desculpando com todas as pessoas que seguiam este blog até recentemente. Eu sei que desapareci, mas não foi porque não tenho notícias para contar do velho continente e sim porque estamos em um ritmo diferente de vida. Eu particularmente tive que deixar algumas coisas de lado para poder me dedicar às outras que requerem mais tempo.Isso não significa que vir até aqui e escrever não tenha importância para mim, muito pelo contrário, escrever é minha vida e faz com que eu me sinta viva. Receber comentários ou e-mails de leitores interessados em dicas sobre viagens ou até em contrariar minhas idéias me enriquece. Por isso eu me desculpo com todos que entraram neste blog, procurando novidades e se perguntaram se eu tinha desistido. Eu não desisti, aliás eu raramente desisto! É só uma fase em que o tempo é escasso. 

Tenho muitas dicas para dar sobre viagens que fizemos este ano, muitos objetivos para cumprir, entre elas, reavaliar os focos, o tempo e as próprias metas. Este ano é ano de realizar, de colocar em prática, de exercitar. Em abril completaremos 4 anos na Itália e neste período aprendemos demais, viajamos como nunca teríamos feito morando no Brasil, fazendo parte de uma classe que mais paga do que se diverte. 

Aprendemos outra língua e a nos comunicar em diferentes idiomas. Conhecemos culturas diferentes, mas acima de tudo, aprendemos que para fazer comparações é preciso conhecer pessoalmente. Nem tudo vem escrito nos livros e viver de verdade tem muito mais valor. Aprendemos aqui o real valor das coisas: que o excesso é supérfluo, que o surpérfluo transforma as pessoas em seres fúteis e que não existe nada mais patético do que pessoas superfíciais. 

Concerto de música clássica, teatro medieval em Bergamo (Itália)
Música no metrô em Milão
Há 4 anos deixamos o Brasil em busca de experiência de vida, de enriquecimento cultural e pessoal, mas conseguimos muito mais. Quando vivemos no exterior, as coisas são bem complicadas, porque além de você estar longe de sua família e amigos,  muitas vezes não conhece todos os seus direitos, tem dificuldade de se integrar e se sente um peixe fora do aquário. Até que um dia você acorda e percebe que as peças se encaixam, que tudo começa a fazer sentido e que talvez não seja mais possível se adaptar ao supérfluo tão impregnado na sociedade. 
Passeando por Bergamo, Itália

Passeando pelas ruas de Praga
Hoje eu sei que não preciso de muito, só preciso de metas, só preciso sentir prazer, só preciso do necessário para enriquecer a alma e a alma se enriquece quando conseguimos olhar e enxergar, quando temos amigos, amores, família e quando nos permitimos colocar o pé na estrada. Isso é muito mais do que suficiente, isso é essencial! 
***No próximo post contarei algumas dicas de Amsterdam!