05/02/2012

Retornando aos poucos


Começo a escrever este post me desculpando com todas as pessoas que seguiam este blog até recentemente. Eu sei que desapareci, mas não foi porque não tenho notícias para contar do velho continente e sim porque estamos em um ritmo diferente de vida. Eu particularmente tive que deixar algumas coisas de lado para poder me dedicar às outras que requerem mais tempo.Isso não significa que vir até aqui e escrever não tenha importância para mim, muito pelo contrário, escrever é minha vida e faz com que eu me sinta viva. Receber comentários ou e-mails de leitores interessados em dicas sobre viagens ou até em contrariar minhas idéias me enriquece. Por isso eu me desculpo com todos que entraram neste blog, procurando novidades e se perguntaram se eu tinha desistido. Eu não desisti, aliás eu raramente desisto! É só uma fase em que o tempo é escasso. 

Tenho muitas dicas para dar sobre viagens que fizemos este ano, muitos objetivos para cumprir, entre elas, reavaliar os focos, o tempo e as próprias metas. Este ano é ano de realizar, de colocar em prática, de exercitar. Em abril completaremos 4 anos na Itália e neste período aprendemos demais, viajamos como nunca teríamos feito morando no Brasil, fazendo parte de uma classe que mais paga do que se diverte. 

Aprendemos outra língua e a nos comunicar em diferentes idiomas. Conhecemos culturas diferentes, mas acima de tudo, aprendemos que para fazer comparações é preciso conhecer pessoalmente. Nem tudo vem escrito nos livros e viver de verdade tem muito mais valor. Aprendemos aqui o real valor das coisas: que o excesso é supérfluo, que o surpérfluo transforma as pessoas em seres fúteis e que não existe nada mais patético do que pessoas superfíciais. 

Concerto de música clássica, teatro medieval em Bergamo (Itália)
Música no metrô em Milão
Há 4 anos deixamos o Brasil em busca de experiência de vida, de enriquecimento cultural e pessoal, mas conseguimos muito mais. Quando vivemos no exterior, as coisas são bem complicadas, porque além de você estar longe de sua família e amigos,  muitas vezes não conhece todos os seus direitos, tem dificuldade de se integrar e se sente um peixe fora do aquário. Até que um dia você acorda e percebe que as peças se encaixam, que tudo começa a fazer sentido e que talvez não seja mais possível se adaptar ao supérfluo tão impregnado na sociedade. 
Passeando por Bergamo, Itália

Passeando pelas ruas de Praga
Hoje eu sei que não preciso de muito, só preciso de metas, só preciso sentir prazer, só preciso do necessário para enriquecer a alma e a alma se enriquece quando conseguimos olhar e enxergar, quando temos amigos, amores, família e quando nos permitimos colocar o pé na estrada. Isso é muito mais do que suficiente, isso é essencial! 
***No próximo post contarei algumas dicas de Amsterdam!