09/06/2012

Gastos em Alimentação

Quanto você gasta em uma compra de alimentos para duas pessoas no Brasil? Hoje fomos ao supermercado e compramos uma quantidade e diversidade de alimentos suficientes para quase um mês, já que não almoçamos em casa. 

Compramos desde frios (diferentes tipos de queijos, presunto, salame, mortadella), até yogurtes, azeite extra virgem, frutas, sucos de caixinha, garrafas de chá gelado, legumes, manteiga, Rum, chocolate e produtos de higiene pessoal. Não incluí nesta relação carnes e bebidas como vinho e cerveja, no entanto aqui estes artigos custam pouco.  

Foram 85 produtos e sabe quanto gastamos? Pouquíssimo! Praticamente € 85,00, o que corresponde a € 1,00 por produto, um cálculo absurdo para quem conhece a realidade brasileira. Mesmo que você fizesse a conversão para saber a quanto equivaleria em real, este valor ainda ficaria abaixo da média do Brasil. É claro que existem supermercados para todos os gostos e bolsos. Neste caso específico, fomos ao Eurospin, um dos mercados mais econômico de Milão, mas existem também outros muito convenientes como o Lidl, que podem ser encontrados em diversos países. O Esselunga, o Coop e Carrefour são mais caros. Veja uma relação de artigos e preços no Eurospin:


Em outros posts já abordei a diferença de preços de carros, celulares e máquinas fotográficas aquistados no Brasil e na Itália, diferenças tão gritantes que não compreendo como o povo brasileiro continua pagando tanto, sem se manifestar ou boicotar o Sistema. 

O fato de a economia estar aquecida e de que tudo pode ser parcelado no Brasil obviamente ajuda muito. O problema é que essa facilidade de financiamento faz com que as pessoas se afundem em montanhas de dívidas e não consigam programar um futuro com tranquilidade.  Em meu ponto de vista, a matéria de Educação Financeira deveria ser inserida entre as disciplinas do ensino fundamental. Assim, jovens e crianças se desenvolveriam e se transformariam futuramente em adultos capazes de discernir qual é o melhor investimento para seu dinheiro. Neste caso, duvido que as pessoas fariam dívidas longas e pagariam por bens tão caros, sem ao menos se manifestar.

Na Itália, por exemplo, quase ninguém compra um carro parcelado em 5 anos, primeiro porque os preços são acessíveis à todos, segundo porque o europeu tem o costume de pagar à vista. 

Apesar do negativo cenário europeu e do aumento dos preços da gasolina, do transporte público, das taxas em geral, a Itália ainda consegue manter o foco na qualidade de vida. O "Dolce Fare Niente" já não existe por aqui, mas a valorização do comer e viver bem, por enquanto, não deixaram de fazer parte do perfil italiano. 


Deixe seu comentário, se possível especificando o quanto você gasta em uma compra semelhante ao meu exemplo mencionado acima.