16/10/2013

Quando Nietzsche Chorou

Personagens reais e ficção se unem no livro Quando Nietzsche Chorou, conquistando os leitores e trazendo, em uma linguagem acessível, os pensamentos de um dos maiores filósofos da humanidade


O livro de Irvin D. Yalom, "Quando Nietzsche Chorou" foi um dos melhores que já li. Embora eu não tenha nenhuma ligação com a filosofia e muito menos tenha conseguido ler obras filosóficas como "O mundo de Sofia" - que iniciei três vezes e abandonei - , esse não somente me conquistou, mas despertou o meu interesse pela filosofia e em especial por Nietzsche.

O livro é ambientado em Viena, no século XIX, quando estava para surgir a psicanalise freudiana. 

A história começa quando o psicanalista Doutor Josef Breuer recebe uma visita inesperada da atraente Lou Salomé, pedindo para que ele ajudasse a curar, por meio da conversa, 'o desespero suicida' de seu amigo Friedrich Nietzsche. Isto porque Salomé soube que Breuer havia curado uma paciente, Anna O' (Bertha), com sérios sintomas de histeria.

A princípio Breuer relutou, até começar a ler algumas partes de livros escritos por Nietzsche e perceber que para sua época, ele era um filosofo vanguardista. A primeira coisa a fazer era compreender as razões pelas quais Nietzsche estava sofrendo daquele problema. Salomé lhe explicou que ela era a culpada de todo o seu desespero, pois teria vivido com Nietzsche um breve triangulo amoro, o qual ele não estaria feliz. Ela era uma mulher muito independente e estava decidida a não assumir relacionamentos sérios, nem a ter filhos. Nietzsche se desiludiu e se afastou de tudo e de todos.   

Médico e paciente começaram, então, a se encontrar, mas aos poucos Breuer notou que para ajudar Nietzsche teria que se livrar primeiro de alguns fantasmas que o atormentavam. O único modo para fazer isto seria mergulhando em suas próprias misérias internas, eliminando de uma vez por todas a sua constante obsessão sexual por Bertha e decidindo se deveria acabar com seu casamento ou lutar para recuperar-lo.

Como Nietzsche não aceitava ajuda gratuita ou elogios de ninguém, pois acreditava que quem elogiava o fazia por uma questão de demonstração de poder sobre as outras, Breuer não somente decidiu aprender a lidar com o paciente, sem fazer muitos elogios, como propôs uma troca de tratamento: Nietzsche ajudaria Breuer a se curar de sua obsessão, por meio da filosofia, e ele o curaria através das técnicas de psicanalise, muitas vezes discutidas com o jovem estudante Sigmund Freud, quando este ainda estava buscando descobrir as causas dos sonhos. No livro Breuer era mentor de Freud e ambos mantinham encontros e discussões frequentes sobre a natureza humana. 

O desenrolar da história é muito interessante, pois além de trazer pensamentos imortais de Nietzsche, acaba unindo fatos reais com a ficção e apresenta encontros de personagens que foram fundamentais para a história. 



Super indico a leitura! Ainda não assisti o filme, mas segue o trailer para quem quiser conhecer um pouco mais.


Frases que me marcaram

"Aquilo que não me destrói me fortalece"
"Cada ato que você escolhe...terá que escolher para sempre"
"Consuma sua vida...morra na hora certa"


3 comentários:

BIA disse...

Oi Érica!!!

Bem interessante o livro e o filme, ainda não li, mas adorei a sua análise e quero ler e ver o filme também. Gosto muito de ler teu blog e dos teus posts, seu modo de pensar tem muito à ver como a forma que eu vejo o mundo.
Concordo com você sobre Schopenhauer, (eu também não o conheço profundamente) mas o pouco que li achei a mesma coisa que tu comentou e fiquei curiosa para ler o livro que tu citou dele. Fiquei feliz com sua passada lá no meu blog. Obrigada!!!
Buona settimana
Bacio

ERICA RITACCO disse...

Ola Bia,

Obrigada! Temos várias coisas em comum. Olha só, navegando na internet encontrei um pdf com o livro. Se você tiver um tablet pode ler lá.

O link é:
http://www.gabrieltorres.xpg.com.br/puc/quando_nietzsche_chorou.pdf

Bacio anche a te

BIA disse...

Oi Érica!!!

Obrigada pelo link, já salvei no meu computador!!! Quero muito ler este livro!!!
Temos sim muitas coisas em comum, principalmente a maneira como você vê a vida, nesse mundo louco está cada vez mais difícil encontrar pessoas com conteúdo!!!
Grazie!!! *-*
Bacio