01/11/2015

Novidades do Matteo

A vida de mãe é uma delícia, mas é muito exaustiva, as mamães me entendem. Quando você está grávida, todos comentam que depois que voce se torna mãe, nunca mais dorme as sagradas oito horas e hoje eu confirmo: E' VERDADE!

Claro que existem os sortudos que tem seus bebes, que não acordam de noite nem para mamar, mas são raras essas exceçoes. Matteo no início dormia a noite inteira, ficando até 12 horas sem acordar, mas após seu segundo mes, ele passou a acordar ao menos uma vez todas as noites. Geralmente ele acorda para a sua "mamada de 30 minutos", mas nem sempre é assim. Existem noites realmente terríveis, em que ele acorda a cada duas ou tres horas, algumas vezes para mamar, outras acorda chorando muito, um choro que parece de dor, mas que na verdade provavelmente é sonho. Chora por alguns minutos na madrugada e depois, em nosso colo, ele se adormenta. Não é fácil, é exaustivo, mas não existe nada mais gratificante do que colocar no mundo um ser tão maravilhoso. Lógico que acordamos quebrados, as vezes acho que nao vou "dar conta do recado", mas no dia seguinte as coisas se acalmam. 

Para ser bons pais precisa querer muito ter um filho, é preciso treinar a paciência para as longas crises de choro, para as noites mal dormidas e sempre lembrar que as fases passam. Aproveitar o bom de cada fase, esquecendo as partes difíceis delas. 

Além disso, a jóia de ter um filho não pode ser comparada a nada no mundo. Acompanhar o desenvolvimento dele, mês a mês, não tem preço e nem noite bem dormida que pague. 

Nestes últimos meses Matteo mudou muito. Ele parece um bebezinho bem precoce, desde que nasceu é muito atento ao mundo ao redor, às pessoas, aos lugares, aos movimentos. Desde seus 4 meses quer fazer o que fazemos, quer beber no copo, adora uma colher, quer se sentar sozinho, etc.



Primeiro e Segundo Mês
Matteo dormia muito e começaram as cólicas
Fomos ao Brasil e ele se comportou muito bem
Começou a fazer lindos sorrisos

Terceiro Mês:
Nem bem tinha entrado em seu terceiro mês ele jâ se virava de bruços e levantava o pescocinho. Ele virava e desvirava. Desde entao passou a ser quase impossivel dar banho e trocá-lo. 
Quando entramos no elevador, ele segue todos os nossos movimentos e depois levanta a maozinha como se fosse abrir a porta. Ele se olha no espelho e se mata de rir, faz selfie.

Quarto  Mês:
Além de simpatico, é um bebe muito sociável. Aos 4 meses e meio comecei a levá-lo na escolinha. A princípio eu acompanhei o dia dele, saindo por alguns minutos. Em seguida ele passou a ficar por quatro horas sem mim e hoje em dia passa o dia na escolinha. Matteo sempre muito tranquilo e sereno, logicamente escolhemos uma escolinha que é incrivel, onde os profissionais são bem preparados, o que também nos tranquilizou bastante.

Quinto 
Mês:
Iniciamos a papinha e a fruta. Não tivemos nenhuma dificuldade para inserir os alimentos em sua dieta. Geralmente eu tiro leite e deixo uma mamadeira na escolinha, para que ele tome no período da tarde, após a fruta e o almoço.
Matteo começou a acordar a noite inteira, às vezes até cinco ou seis vezes. Não sei se é coincidência, mas isto começou a acontecer no mesmo período que voltei a trabalhar e que passamos a ficar muitas horas separados. 

Sexto Mês:
Após dois meses na escolinha Matteo fez muitos progressos. De um dia para o outro ele passou a se sentar sozinho, ficar de cócoras e se arrastar com grande velocidade. E' quase impossível deixá-lo em um lugar e encontrá-lo no mesmo. Ao que tudo indica logo ele estará gatinhando.  
Matteo ainda não dorme de noite. 



Mãe Full Time x Mãe Profissional

Começa a se aproximar o dia em que terei que me afastar do Matteo para voltar ao trabalho. Cuidar de um bebê é uma tarefa bem cansativa, principalmente no meu caso, que não tenho ajuda de ninguém, mas só eu sei o aperto que tenho sentido há alguns meses por pensar em deixá-lo na escolinha. 

Eu adoro trabalhar, sou viciada na correria e adrenalina que o trabalho proporciona, além disso, o trabalho é necessário para se ter vida social e até mesmo para que a mulher não se transforme apenas em mãe. 

E' uma luta de sentimentos: o sentimento de culpa de ficar longe depois de sete meses juntos 24 horas por dia e a necessidade de colocar o cerebro para trabalhar e voltar ter uma vida "adulta", como diz uma amiga minha. 

Lógico que tem mulher que nasceu para ser mãe e dona de casa, mas eu, particularmente, nao tenho este perfil. Tenho a necessidade de continuar me sentindo mulher e profissional independente.

Eu estava lendo uma matéria no jornal La Repubblica, em que uma colunista comentava alguns posts de pessoas que defendiam a idéia de que ser mãe full time não é um trabalho. Na matéria ela dizia que efetivamente não pode ser considerado um trabalho, porque no ambiente de trabalho o funcionário tem horário de almoço, conversa com pessoas, troca idéias, direciona o pensamento para outras metas, enquanto ser mãe durante 100% do tempo, não permite que a pessoa programe sequer o horário de almoço, pois o bebê/criança pode chorar a qualquer hora. A mãe full time passa a maior parte do tempo vivendo a realidade do bebê, tendo muito pouco tempo para se distrair com outros assuntos.

Por outro lado, ela tem o privilégio de acompanhar de perto o crescimento e desenvolvimento dos filhos, raridade nos dias de hoje. Sinceramente, concordo com a colunista, ser mãe full time é mais do que um trabalho, só que neste caso a remuneração não é em dinheiro e sim em prazer, como por exemplo acompanhar os primeiros passos do filho.

Existem mães que fazem questão de voltar à vida profissional ou que, por questoes financeiras não tem a possibilidade de ficar em casa. Neste quesito não existe melhor ou pior. Aliás, acompanhando os comentários na postagem daquela matéria, notei uma notável rivalidade entre as mães que trabalham fora e as que só cuidam dos filhos. Umas querem mostrar que são mais do que as outras, talvez por sentimento de culpa por deixar o filho ou por abrir mão de voltar para o mercado de trabalho.  Não sei a razão, mas a verdade é que seja de um lado que do outro, os sacríficios sempre existem. 

Trabalhar fora tem seus prós e contras, assim como ser mãe dona de casa também. Em ambos os casos é preciso ter muita dedicação. Os pais que trabalham fora, por exemplo precisam ter a consciência de chegar em casa e darem a devida atenção para a criança, vencendo o cansaço, brincando, etc. 

Além disso, trabalhar fora representa dupla ou tripla jornada, mas uma coisa é certa, quando ambos os pais trabalham são maiores as possibilidades de dar um futuro e uma educaçao melhor para os filhos. E' verdade que a saudade do pequeno será grande durante o dia, mas é preciso lembrar que serão poucas horas de distância, que ensinarão a mae e o bebe que são indivíduos separados e 'independentes'. A criança, aos poucos, passa a ter uma rotina e a descobrir novas realidades que ao lado da mae não acontecia com a mesma intensidade. 

Ps: post escrito no início de setembro de 2015 mas por falta de tempo não havía sido publicado ainda. Já voltei a trabalhar há um mês