01/11/2015

Mãe Full Time x Mãe Profissional

Começa a se aproximar o dia em que terei que me afastar do Matteo para voltar ao trabalho. Cuidar de um bebê é uma tarefa bem cansativa, principalmente no meu caso, que não tenho ajuda de ninguém, mas só eu sei o aperto que tenho sentido há alguns meses por pensar em deixá-lo na escolinha. 

Eu adoro trabalhar, sou viciada na correria e adrenalina que o trabalho proporciona, além disso, o trabalho é necessário para se ter vida social e até mesmo para que a mulher não se transforme apenas em mãe. 

E' uma luta de sentimentos: o sentimento de culpa de ficar longe depois de sete meses juntos 24 horas por dia e a necessidade de colocar o cerebro para trabalhar e voltar ter uma vida "adulta", como diz uma amiga minha. 

Lógico que tem mulher que nasceu para ser mãe e dona de casa, mas eu, particularmente, nao tenho este perfil. Tenho a necessidade de continuar me sentindo mulher e profissional independente.

Eu estava lendo uma matéria no jornal La Repubblica, em que uma colunista comentava alguns posts de pessoas que defendiam a idéia de que ser mãe full time não é um trabalho. Na matéria ela dizia que efetivamente não pode ser considerado um trabalho, porque no ambiente de trabalho o funcionário tem horário de almoço, conversa com pessoas, troca idéias, direciona o pensamento para outras metas, enquanto ser mãe durante 100% do tempo, não permite que a pessoa programe sequer o horário de almoço, pois o bebê/criança pode chorar a qualquer hora. A mãe full time passa a maior parte do tempo vivendo a realidade do bebê, tendo muito pouco tempo para se distrair com outros assuntos.

Por outro lado, ela tem o privilégio de acompanhar de perto o crescimento e desenvolvimento dos filhos, raridade nos dias de hoje. Sinceramente, concordo com a colunista, ser mãe full time é mais do que um trabalho, só que neste caso a remuneração não é em dinheiro e sim em prazer, como por exemplo acompanhar os primeiros passos do filho.

Existem mães que fazem questão de voltar à vida profissional ou que, por questoes financeiras não tem a possibilidade de ficar em casa. Neste quesito não existe melhor ou pior. Aliás, acompanhando os comentários na postagem daquela matéria, notei uma notável rivalidade entre as mães que trabalham fora e as que só cuidam dos filhos. Umas querem mostrar que são mais do que as outras, talvez por sentimento de culpa por deixar o filho ou por abrir mão de voltar para o mercado de trabalho.  Não sei a razão, mas a verdade é que seja de um lado que do outro, os sacríficios sempre existem. 

Trabalhar fora tem seus prós e contras, assim como ser mãe dona de casa também. Em ambos os casos é preciso ter muita dedicação. Os pais que trabalham fora, por exemplo precisam ter a consciência de chegar em casa e darem a devida atenção para a criança, vencendo o cansaço, brincando, etc. 

Além disso, trabalhar fora representa dupla ou tripla jornada, mas uma coisa é certa, quando ambos os pais trabalham são maiores as possibilidades de dar um futuro e uma educaçao melhor para os filhos. E' verdade que a saudade do pequeno será grande durante o dia, mas é preciso lembrar que serão poucas horas de distância, que ensinarão a mae e o bebe que são indivíduos separados e 'independentes'. A criança, aos poucos, passa a ter uma rotina e a descobrir novas realidades que ao lado da mae não acontecia com a mesma intensidade. 

Ps: post escrito no início de setembro de 2015 mas por falta de tempo não havía sido publicado ainda. Já voltei a trabalhar há um mês

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