27/03/2017

Modalidade Mae

Ser mae nao è uma tarefa fàcil, nao pelo fato da espera dos nove meses, muito menos por ter que suportar as terriveis dores do parto, que aliàs como jà dizia minha ginecologista “o parto è somente um passeio”. Eu naquela época sorria ironicamente  e pensava “so se for para voce”. Hoje, com meu bebe quase completando dois anos, eu percebo que ela tinha razao: O parto è una “passeggiata”

Dificil nao è ficar com o barrigao, nem sentir aquelas còlicas que parecem ser infinitas na hora H. Dificil mesmo è acordar de madrugada com teu filho tremendo de febre e ainda assim ter que pensar em como gerenciar essa situaçao com as urgencias do trabalho. Em alguns momentos de calmaria essa gestao pode ser bem mais fàcil, mas em outros como o que estou vivendo agora, com tres eventos prestes a acontecer, dos quais um comporta investimento altissimo, conseguir fazer tudo parece quase impossivel.

Ainda bem que o Marcelo è um paizao presente. Hoje as  4 horas da manha Matteo acordou falando coisas sem sentido e tremendo de frio. No dia anterior eu ja estava sentindo que algo estava errado. Dito e feito, ele amanheceu com febre. Na minha impossibilidade de ficar em casa, Marcelo o levou ao medico e ficou em casa com o Matteo. È verdade, è isso que fazem os pais, mas venhamos e convenhamos que a maioria deixa muito a desejar. Essas atitudes fazem com que eu me orgulhe cada vez mais do homem que escolhi para ser meu marido.

Por outro lado tenho sentido que estou deixando muito a desejar. Hoje mesmo me senti péssima mãe. Nao poder ficar com o Matteo nestas circunstancias faz eu me decepcionar comigo mesma. Provavelmente seja somente uma gripe ou a bronquite que tenha atacado novamente, mas fico pensando no tipo de mãe que sai de casa com o bebe doente. Esse ano tem sido de muitos desafios profissionais e de muito trabalho.

Sempre gostei muito de trabalhar, na verdade acho que è até meio vicio, mas de uns tempos para cà tenho pensado que preciso mudar algo. A jornada de trabalho tem sido longa e depois, quando chego em casa, ainda temos muito a fazer, o que significa que eu curto meu bebe por pouquissimo tempo, alem do que me sinto realmente exausta, de uma exaustão que eu nunca havia sentido. 

Meus pais passaram por isso e eles também nao tinham ajuda de ninguém. Na verdade, muitos passam por isso, mas ultimamente tem parecido “too much”. A maioria das pessoas que eu conheço na Itália, para ser sincera todas as pessoas que eu conheço, ficaram de licença pelo menos até o bebe completar 1 ano ou 1 ano e pouco. A lei na Itália te da essa possibilidade, mas mesmo assim, por varias razoes, eu voltei quando ao Matteo tinha 4 meses e meio.

O fato é… estou cansada e precisando de algum tipo de motivaçao, que nao seja somente auto motivação. Preciso sentir que estou fazendo a coisa certa e se não for, mudar radicalmente.
Eu amo meu trabalho, tenho consciência de ser super dedicada, como todas as pessoas eu também preciso ganhar dinheiro, mas acima de tudo eu preciso ser uma pessoa presente para minha familia e que não sinta culpa de um dia não poder trabalhar porque o filho esta com febre.

Talvez seja um problema que eu tenha que tratar comigo mesma, talvez a maioria das maes passem por isso, mas isso não me deixa feliz. Na real tem sido um problema para mim e logo as coisas terão realmente que mudar.

Sò para ter uma ideia hoje que o Matteo estava doente não pude sair antes das 20 horas. Acho que só entende quem è mãe mesmo. Espero encontrar uma saída cabível, sem ter que abrir mão de fazer o que eu tanto gosto. 

Vamos ver como as coisas vao correr.


Beijos e até breve

Um comentário:

Ritacco disse...

Amore Mio, compreendo que as coisas nao sao faceis, a correria do dia a dia.. certamente e uma fase.
Me orgulho muito de ti por todo seu esforco como mae, esposa e profissional! Te amo!